IPCA Novembro: inflação de alimentos e habitação sobem

Copom
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em novembro, a inflação do Brasil registrou um aumento de 0,28%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentando uma leve aceleração em comparação com a taxa de outubro de 0,24%. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos e do grupo de habitação.

O IPCA avalia a inflação para famílias que ganham até 40 salários mínimos. Nos últimos 12 meses, a inflação permaneceu abaixo de 4,75%, respeitando o objetivo governamental de 3,25% mais uma margem de 1,5%.

Os alimentos tiveram uma variação significativa de 0,63% no mês, contribuindo com 0,13 pontos percentuais para a inflação total. André Almeida, gerente da pesquisa no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atribui esse aumento a condições climáticas desafiadoras que afetaram a produção de alimentos sensíveis ao clima. Produtos como cebola e batata-inglesa sofreram altas expressivas, enquanto outros, como o tomate e a cenoura, apresentaram queda nos preços.

No setor de habitação, o IPCA registrou um aumento de 0,48%, influenciado por reajustes em serviços públicos como energia elétrica e água e esgoto. As tarifas de energia elétrica residencial, por exemplo, aumentaram em várias regiões, incluindo Goiânia e Brasília, devido a reajustes tarifários.

O grupo de transportes também mostrou variações, com um aumento geral de 0,27%. As passagens aéreas tiveram um aumento considerável, enquanto os combustíveis, como a gasolina e o etanol, apresentaram reduções nos preços.

Em termos anuais, o IPCA acumula uma alta de 4,68%, mantendo-se dentro da meta de inflação estabelecida pelo governo, que é de 3,25% com uma tolerância de 1,5%. Essa estabilidade reflete as medidas tomadas para controlar a inflação no país, apesar das variações mensais observadas.

Confira mais dados do levantamento do IBGE:

Alimentos e Bebidas

  • Aumento nos preços em 6 de 9 categorias.
  • Alimentos e bebidas: aumento de 0,63%.
  • Impacto no IPCA: 0,13 ponto percentual.
  • Clima afetou preços de alimentos.
  • Aumentos significativos: cebola (+26,59%), batata (+8,83%), arroz (+3,63%), carnes (+1,37%).
  • Quedas nos preços: tomate (-6,69%), cenoura (-5,66%), leite (-0,58%).
  • Alimentação fora de casa: aumento de 0,32%.

Habitação

  • Aumento de 0,48% na habitação.
  • Impacto no IPCA: 0,07 ponto percentual.
  • Aumentos devido a reajustes: energia elétrica (+1,07%) e água/esgoto (+1,02%).

Transportes

  • Transportes: aumento de 0,27%.
  • Maior impacto: passagens aéreas (+19,12%).
  • Queda nos preços de combustíveis: gasolina (-1,69%), etanol (-1,86%).
  • Deflação em artigos de residência, vestuário e comunicação.

INPC

  • INPC para famílias com até 5 salários mínimos: aumento de 0,10%.
  • Acumulado de 12 meses: +3,85%.

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