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Grupo Americanas: plano de recuperação judicial aprovado

ações de maior queda
(Foto: Reprodução)
O Grupo Americanas teve o plano de recuperação judicial aprovado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), dando um novo rumo ao processo que iniciou em 2023, após revelações de inconsistências contábeis resultarem em bilhões de reais em perdas. O pedido de recuperação foi aceito pelo TJRJ em janeiro de 2023. Na época, suspendeu ações judiciais contra a empresa e estabeleceu um prazo para a elaboração de um plano de reestruturação.

Composto por diversas empresas, incluindo Lojas Americanas, Americanas.com e Submarino, o Grupo Americanas enfrentou uma desvalorização das ações na Bolsa de Valores após a descoberta das discrepâncias financeiras. Portanto, levou à renúncia do presidente Sérgio Rial e do diretor de Relações com Investidores, André Covre.

Após revisões financeiras, o rombo foi contabilizado em R$ 25,2 bilhões, com dívidas totais de R$ 42,5 bilhões. A Assembleia Geral dos Credores rejeitou inicialmente propostas. No entanto, o plano foi aprovado em dezembro do mesmo ano, definindo prazos e modalidades de pagamento para os mais de 9 mil credores.

Assim, a negociação com quatro grandes bancos resultou em um aumento de capital de R$ 24 bilhões, com metade proveniente dos acionistas de referência e a outra metade convertida das dívidas dos bancos em ações. A Preserva-Ação Administração Judicial e o Escritório de Advocacia Zveiter administrarão agora o plano de recuperação, sob supervisão judicial.

Decisão Judicial

O juiz Paulo Assed Estefan, ao homologar o plano, destacou a complexidade do processo e a crise de confiança no mercado causada pela situação financeira da empresa. Ele elogiou a resolução das divergências entre os credores e a aprovação do plano com um amplo quórum de votos. O Ministério Público do Rio de Janeiro também se posicionou favoravelmente à homologação.

A Americanas, por sua vez, divulgou no portal eletrônico que manterá acionistas e credores informados sobre os próximos passos e prazos estabelecidos no plano. Enquanto isso, o balanço do terceiro trimestre de 2023 mostrou novos prejuízos, embora 23,5% menores em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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