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Desmatamento na Amazônia registra menor taxa em 6 anos

A Amazônia Legal vê o menor desmatamento em seis anos no início de 2024, com 196 km² derrubados, indicando progresso importante.
desmatamento na amazônia
(Foto: Adriano Gambarini/Governo Federal)
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No início de 2024, a Amazônia Legal apresentou uma diminuição no desmatamento, alcançando o menor índice dos últimos seis anos. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram derrubados “apenas” 196 km² de floresta nos primeiros dois meses do ano, uma área que equivale ao tamanho de Salvador. Esse resultado representa uma diminuição de 63% em comparação ao mesmo período de 2023, quando 523 km² de floresta foram perdidos.

A região da Amazônia Legal, que abrange 59% do território brasileiro e inclui nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão), demonstra uma recuperação ambiental importante. Esta melhoria vem após um período de preocupações crescentes com o ritmo de degradação florestal na área.

Apesar do progresso, a instituição alerta que o desmatamento nos primeiros meses de 2024 ainda ultrapassa os níveis observados entre 2008 e 2017, com exceção de 2015, quando a derrubada de florestas manteve-se abaixo de 150 km². Este fato destaca o desafio contínuo de alcançar o desmatamento zero, uma meta ambiciosa prometida para 2030, que é fundamental para combater as mudanças climáticas. Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, enfatiza a necessidade de agilizar a demarcação de terras indígenas e quilombolas e a criação de unidades de conservação como medidas prioritárias.

Nos estados da Amazônia Legal, Mato Grosso, Roraima e Amazonas foram os mais impactados pelo desmatamento nos primeiros dois meses de 2024, representando 77% do total na região. O Imazon identifica a expansão agropecuária e o avanço de atividades degradantes até mesmo dentro de terras indígenas como fatores contribuintes para essa realidade.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, utilizando satélites de alta precisão, oferece uma ferramenta para o monitoramento contínuo da degradação florestal. Diferente dos sistemas governamentais, o SAD permite uma detecção mais detalhada de áreas desmatadas, contribuindo para esforços mais direcionados de conservação.

Monitoramento do Imazon

O SAD utiliza atualmente os satélites Landsat 7 e 8, da NASA, e Sentinel 1A, 1B, 2A e 2B, da Agência Espacial Européia (ESA). Ambos são de domínio público, ou seja: seus dados podem ser usados por qualquer pessoa ou instituição. Combinando esses satélites, o sistema é capaz de enxergar a mesma área a cada 5 a 8 dias. Por isso, o sistema prioriza a análise de imagens adquiridas na última semana de cada mês.

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