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Governo poderá importar arroz e feijão devido às chuvas no Sul

Presidente Lula afirmou que o Brasil pode importar arroz e feijão após as fortes chuvas no Rio Grande do Sul, evitando alta de preços.
Governo poderá importar arroz e feijão devido às chuvas no Sul
(Foto: Reprodução/Agência Brasil).

O Brasil pode precisar importar arroz e feijão após as recentes chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista concedida nesta terça-feira (7) a um grupo de sete emissoras de rádio, incluindo Gaúcha (RS) e Nacional da Amazônia, o presidente destacou que a medida visa garantir preços acessíveis, mesmo diante das perdas agrícolas.

Fiz uma reunião com o ministro [do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] Paulo Teixeira e com o ministro [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] Carlos Fávaro sobre a questão do preço do arroz e do feijão, porque estavam caros. Eu disse que não era possível a gente continuar com o preço caro. Alegaram que a área plantada estava diminuindo e que havia um problema do atraso da colheita no Rio Grande do Sul.”, disse o presidente Lula.

“Agora, com a chuva, acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Se for o caso, para equilibrar a produção, vamos ter que importar arroz, vamos ter que importar feijão. Para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, acrescentou.

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) revelou que 82,9% das plantações de arroz já foram colhidas. Cerca de 150 mil hectares permanecem nas regiões mais afetadas pelas enchentes, especialmente na região Central, onde apenas 62% da área foi colhida. O órgão detalhou que a maior preocupação no momento é a distribuição dos grãos, já que deslizamentos de terra e inundações bloqueiam muitas estradas, complicando o escoamento. Além disso, o atraso no plantio devido ao alagamento pode prejudicar as próximas safras.

Os agricultores locais enfrentam dificuldades para medir os prejuízos. Muitos ainda não conseguem acessar suas propriedades, mas a consultoria Dataagro estima perdas de 10% a 11% na produção de arroz, resultando em um prejuízo de cerca de R$ 68 milhões.

A produção de outras culturas também foi impactada. No caso da soja, que também é cultivada no Rio Grande do Sul, a Dataagro prevê perdas de 3% a 6%, o que representa entre R$ 125 milhões e R$ 155 milhões. Para o milho, a estimativa é de uma queda de 2% a 4%, com prejuízo entre R$ 7 milhões e R$ 12 milhões.

Lula, durante a entrevista ao programa “Bom Dia, Presidente”, reforçou que os recursos emergenciais já estão sendo liberados para socorrer as famílias afetadas e iniciar os trabalhos de reconstrução. Ele anunciou que vários ministérios já foram autorizados a começar a liberar os fundos. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, acrescentou que aproximadamente R$ 1,06 bilhão em emendas parlamentares estará disponível a partir de 10 de maio para ajudar na recuperação.

O presidente também lembrou que, diante da necessidade de importação, será fundamental financiar o plantio de arroz em outros estados. Atualmente, o Brasil já importa aproximadamente 1 milhão de toneladas de arroz por ano, principalmente do Paraguai.

As perdas continuam aumentando, e mais de 155 mil pessoas estão desalojadas, enquanto 48 mil encontram-se em abrigos improvisados. As tempestades no estado já causaram pelo menos 90 mortes, deixaram 132 pessoas desaparecidas e feriram mais de 361 até esta terça-feira (7). As enchentes, que começaram em 27 de abril, agravaram-se em 29 de abril e afetaram mais de 1,3 milhão de pessoas, segundo o boletim da Defesa Civil. A atual situação supera o último desastre climático no Rio Grande do Sul, em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram.

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