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Desastres naturais custam R$ 485 bilhões ao Brasil em 11 anos

Investimento em prevenção caiu durante o período

Bandeira Brasil - Desastre Natural
(Imagem: reprodução/internet)

Entre 2012 e 2023, o Brasil sofreu um prejuízo de R$ 485 bilhões devido a desastres naturais, segundo dados do Atlas de Desastres, organizado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O valor abrange perdas públicas e privadas com a destruição de escolas, hospitais, estradas, empresas e plantações, além dos danos materiais sofridos pela população.

O aumento no número de desastres naturais é resultado das mudanças climáticas e da falta de políticas públicas de prevenção. Apesar dos avisos dos especialistas, o governo reduziu o investimento em prevenção ao longo dos anos. O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que, entre 2012 e 2023, o governo federal destinou efetivamente apenas R$ 21 bilhões dos R$ 33 bilhões reservados para a prevenção de desastres.

Assim, a tragédia de 2023 no Rio Grande do Sul é um exemplo do impacto devastador dos desastres naturais. Em Porto Alegre, as autoridades não realizaram a modernização do sistema contra enchentes, estimada em R$ 400 milhões. Como resultado, as chuvas afetaram severamente a cidade, causando perdas estimadas em R$ 104 milhões.

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Estudos e alertas ignorados

Estudos encomendados pelo governo desde 2016 já indicavam a vulnerabilidade do Sul do país às enchentes. Em 2021, um novo estudo reforçou os riscos, prevendo que o aquecimento global aumentaria a frequência e a intensidade das chuvas. No entanto, os alertas não resultaram em ações significativas.

Impacto na população e na economia

A tragédia no Rio Grande do Sul afetou mais de um milhão de pessoas e causou grandes perdas econômicas. A região metropolitana de Porto Alegre, agora debaixo d’água, era responsável por R$ 107 bilhões em produção. Além das perdas materiais, mais de 2 mil pessoas morreram em desastres naturais nos últimos onze anos.

A cultura reativa do Brasil em relação aos desastres naturais resulta em custos elevados para reconstrução, quando a prevenção seria uma solução mais eficaz e econômica. Os especialistas defendem que investimentos em prevenção são essenciais para minimizar os danos futuros e proteger a população.

Contudo, o governo reduziu a verba destinada à prevenção de desastres ao longo dos anos, caindo de R$ 3 bilhões em 2013 para menos de R$ 1,3 bilhão nos anos subsequentes. O desinvestimento contribuiu para o aumento das perdas por desastres naturais. Por fim, é necessário um esforço conjunto entre os governos federal, estadual e municipal para implementar políticas eficazes de prevenção e adaptação às mudanças climáticas.

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