O melhor aeroporto para conexões do mundo em 2025 não esteve em Nova York, Londres ou Doha. O terminal que registrou menos problemas para passageiros em escalas foi o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, segundo levantamento internacional da plataforma de atendimento ao cliente AirHelp.
O resultado chama atenção porque surge no momento em que grandes hubs enfrentam pressão crescente por capacidade, aumento de fluxo e maior complexidade operacional. Enquanto Florianópolis liderou o ranking, Guarulhos apareceu entre os aeroportos com mais problemas de conexão do planeta.
A diferença entre os dois desempenhos revela um contraste relevante dentro da aviação brasileira: tamanho e volume de passageiros nem sempre significam eficiência operacional.
O ranking analisou 196 aeroportos do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia. A AirHelp mediu a proporção de conexões perdidas em relação ao total de conexões identificadas em cada terminal e transformou o resultado em notas de 0 a 10.
Por que Florianópolis liderou o ranking global como melhor aeroporto para conexões
O Aeroporto Internacional Hercílio Luz recebeu nota 9,00, a maior entre todos os terminais avaliados. A pontuação colocou Florianópolis à frente de aeroportos europeus e norte-americanos tradicionalmente associados à alta eficiência.
Os cinco melhores colocados foram:
- Florianópolis: 9,00
- Tallinn, Estônia: 8,97
- Goiânia: 8,95
- Indianápolis, EUA: 8,92
- Florença Peretola, Itália: 8,90
O desempenho reforça uma característica observada em diversos aeroportos regionais: menor congestionamento reduz o risco de atrasos em sequência e facilita a gestão das operações.
Além disso, Florianópolis vem registrando expansão do turismo internacional e crescimento operacional nos últimos anos, mas sem atingir os níveis de saturação observados nos maiores centros aéreos do país.
Guarulhos entre os piores revela pressão dos grandes hubs
Na outra ponta do ranking dos melhores aeroportos para conexões, o Aeroporto Internacional de Guarulhos recebeu nota 4,08 e ficou na 193ª posição entre 196 terminais avaliados. O aeroporto apareceu como o quarto pior do mundo em problemas de conexão.
Apesar de, em 2024, o Brasil ter vários aeroportos considerados entre os melhores do mundo, outros aeroportos brasileiros também registraram desempenho fraco quanto a conexões:
- Brasília: 4,46
- Congonhas: 4,41
- Viracopos: 5,03
- Galeão: 5,51
O resultado reflete uma característica dos grandes hubs: a concentração de voos e passageiros aumenta o risco de atrasos em cadeia, elevando as chances de conexões perdidas. Como principal porta de entrada internacional do país, Guarulhos combina alta importância estratégica com maior exposição a gargalos operacionais.
O que acontece quando a conexão é perdida
A divulgação do ranking de melhor aeroporto para conexões também recoloca atenção sobre os direitos dos passageiros em casos de atrasos, cancelamentos e conexões perdidas.
Segundo especialistas citados pela AirHelp, a possibilidade de indenização depende do impacto gerado pelo problema e da responsabilidade da companhia aérea.
Entre as situações que costumam fortalecer pedidos de compensação estão:
- perda de compromissos profissionais;
- ausência em consultas médicas;
- prejuízos financeiros comprovados;
- cancelamento de contratos;
- falhas operacionais da companhia.
Em determinados casos, a compensação pode incluir danos morais quando o passageiro comprova prejuízos relevantes decorrentes da interrupção da viagem.
Melhor aeroporto para conexões revela nova disputa na aviação
O ranking da AirHelp mostra que a qualidade de um aeroporto não depende apenas da quantidade de voos ou do tamanho da operação. A capacidade de manter conexões funcionando sem interrupções passou a ser um indicador cada vez mais relevante para passageiros e companhias aéreas.
O contraste entre Florianópolis e grandes hubs como Guarulhos evidencia esse movimento. Enquanto os maiores aeroportos concentram volume e conectividade, terminais mais eficientes conseguem reduzir falhas operacionais e oferecer maior previsibilidade nas viagens.
Nesse cenário, a liderança de Florianópolis sugere que a competitividade entre aeroportos também passa pela eficiência das conexões. Portanto, para um setor que depende de pontualidade e integração entre voos, evitar conexões perdidas tornou-se tão importante quanto ampliar a malha aérea.





