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Por que o sabor da Coca-Cola muda em cada país?

Descubra como os adoçantes locais mudam o sabor da Coca-Cola em diferentes regiões.
Por que o sabor da Coca-Cola muda em cada país?
(Foto: Alessandro D’Antonio/Unsplash).

A composição da Coca-Cola, criada em 1886 por John Pemberton, carrega um dos segredos mais bem guardados da indústria de bebidas. Embora a receita base seja a mesma globalmente, pequenas variações nos ingredientes usados para adoçar a bebida provocam mudanças perceptíveis no seu sabor de país para país.

No Brasil e na França, a sacarose é o adoçante principal da Coca-Cola. No Brasil, derivam essa substância da cana-de-açúcar, enquanto na França, ela provém da beterraba. Esse adoçante, conhecido popularmente como açúcar branco, confere à bebida um paladar doce característico. Em contrapartida, nos Estados Unidos, o xarope de milho com alto teor de frutose é a escolha predominante. Esse adoçante, também chamado de açúcar invertido, resulta da separação química da frutose e da glucose, componentes do açúcar comum.

Comparação do poder adoçante

O uso de frutose nos Estados Unidos destaca-se pelo seu maior poder adoçante em comparação à sacarose, que utilizam na França e no Brasil. A frutose supera a sacarose com um índice de adoçamento 1,3 vezes maior. Isso implica que, mesmo adicionando quantidades similares de cada tipo de açúcar, percebe-se a versão americana da Coca-Cola como mais doce. A versão americana contém 11% de açúcar, enquanto a francesa tem 10,6%.

Preferências regionais

Essas escolhas são estratégicas e adaptadas às preferências locais, como explicou Flávio Luis Schmidt, professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. “A preferência por sabores específicos é um fator determinante na escolha dos adoçantes pela indústria”, afirmou. No Brasil, por exemplo, o paladar tende a favor de sabores intensamente doces, influenciado por doces tradicionais como o brigadeiro.

Além das preferências de paladar, aspectos técnicos também influenciam a seleção dos adoçantes. “A sacarose, ao ser utilizada em forma de pó, necessita ser dissolvida e filtrada múltiplas vezes para ser incorporada à bebida”, explicou Schmidt. Por outro lado, o açúcar invertido, devido ao seu estado líquido, facilita o processo de produção, sendo pronto para uso imediato.

A Coca-Cola, procurada para comentar sobre as variações, ressaltou que “a escolha dos adoçantes é influenciada pela disponibilidade regional e pela busca constante em oferecer a melhor experiência de sabor aos consumidores.”

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