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Estudo do IBPT expõe fraco retorno dos impostos no Brasil

IDH não reflete carga tributária alta

Estudo do IBPT expõe fraco retorno dos impostos no Brasil
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

O Brasil permanece na última posição em um estudo que avalia o retorno dos impostos em benefícios para a população, conforme aponta o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Este ranking envolve os 30 países com as maiores taxas tributárias globais, sendo realizado desde 2011.

Metodologia do estudo

A análise do IBPT considera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que varia de 0 a 1 — quanto mais alto, melhores são as condições de vida. Também, avalia a carga tributária no Produto Interno Bruto (PIB) para calcular o Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).

Em 2022, o Brasil teve uma carga tributária de 32,39% do PIB, sendo a 24ª mais alta entre as nações analisadas. Contudo, seu IDH foi o menor do grupo, com 0,760. Com isso, o país alcançou um IRBES de 142,35, mantendo-se em 30º lugar desde o início do estudo.

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Comparação internacional

O primeiro lugar do ranking foi novamente ocupado pela Irlanda, com uma carga tributária de 20,90% do PIB e um IDH de 0,950. A Suíça e os Estados Unidos completam os três primeiros lugares, indicando alta eficácia fiscal.

Por outro lado, a Argentina, no 22º lugar, apresenta uma carga tributária de 34,40% e um IDH de 0,849, mostrando melhor retorno dos impostos. Este país caiu nove posições desde o último estudo.

Reflexões e conclusões

O relatório destaca que, embora o Brasil tenha uma carga tributária comparável a de nações desenvolvidas, o retorno em desenvolvimento humano é baixo. Isso aponta para a necessidade de revisões nas políticas fiscais e de gastos públicos. Além disso, reforça a urgência de reformas para melhorar o retorno dos impostos em benefícios para a população.

O estudo do IBPT serve como um alerta sobre a gestão dos recursos dos contribuintes e a importância de reformas para um retorno mais justo e eficaz dos impostos.

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