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Um terço dos executivos rejeita retorno ao trabalho presencial

Não é só a Geração Z: executivos também rejeitam retorno ao escritório

Um terço dos executivos rejeita retorno ao trabalho presencial
(Foto: Carrie Allen/Unsplash).

Uma pesquisa realizada pela Gartner em novembro de 2023, divulgada recentemente, indica que um terço dos executivos estaria disposto a deixar suas posições caso fossem obrigados a trabalhar presencialmente. Este dado contrasta com o percentual menor, de 19%, observado entre os trabalhadores não executivos que compartilharam essa mesma disposição. Afinal, a demanda por flexibilidade não se restringe apenas aos funcionários mais jovens ou à Geração Z, como muitos CEOs poderiam supor.

Grandes tecnologias

Um estudo acadêmico subsequente, focado na implementação de políticas de retorno ao escritório em empresas de tecnologia líderes como Apple, Microsoft e SpaceX, reforça essas descobertas. Portanto, esse estudo revelou que os executivos dessas empresas estão deixando seus cargos sem dificuldades para encontrar novas oportunidades. Por outro lado, David Van Dijcke, doutorando pela Universidade de Michigan e co-autor do estudo, menciona que os dados analisados não mostram que os executivos estejam aceitando posições inferiores ou enfrentando desemprego após suas saídas.

 

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Reações das empresas

As empresas mencionadas apresentam reações variadas aos resultados dos estudos. Enquanto a Apple questiona a precisão da análise, a Microsoft enfatiza seu modelo de trabalho híbrido que valoriza a flexibilidade. Além disso, a empresa refuta que haja uma política rígida de retorno ao escritório.

Preferências por trabalho flexível

Outras pesquisas apontam que a resistência ao trabalho presencial e a preferência por flexibilidade não se limitam à Geração Z. Por exemplo, Nick Bloom, economista da Universidade de Stanford, destaca que o trabalho remoto é altamente valorizado, especialmente por profissionais na faixa de 30 a 44 anos, que muitas vezes têm responsabilidades familiares ou enfrentam longos trajetos até o trabalho.

Um levantamento da Seramount com quase 400 trabalhadores mostra que a preferência pelo trabalho remoto é mais alta entre os trabalhadores mais velhos do que entre os da Geração Z. Portanto, é evidente que as necessidades de flexibilidade transcendem as barreiras geracionais.

Tendências do mercado de trabalho

O Flex Index relata que um número crescente de empresas está adotando um modelo híbrido estruturado, que combina trabalho presencial com flexibilidade remota. Assim, a tendência de exigir a presença total no escritório está diminuindo, conforme empresas reconsideram suas políticas para reter talentos.

Finalmente, Brian Elliott, ex-líder do consórcio de pesquisa Future Forum da Slack, aconselha que a chave para implementar com sucesso políticas de trabalho flexíveis reside na confiança entre a empresa e seus funcionários. Ele sugere que os executivos têm múltiplas opções e podem deixar posições se as políticas não atenderem às suas expectativas de flexibilidade. Isso ressalta a importância de equilibrar produtividade e retenção de talentos.

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