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Conta de luz fica mais cara com bandeira amarela

Aneel aciona sobretaxa após dois anos

Conta de luz fica mais cara com bandeira amarela
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Após mais de dois anos sem aumentos, a conta de luz dos brasileiros sofrerá um ajuste. A partir de hoje, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou a cobrança da bandeira amarela, o que implica uma sobretaxa nas tarifas de energia elétrica.

A decisão ocorre em um contexto de chuvas insuficientes e um aumento no uso das usinas termelétricas, que possuem um custo de operação superior ao das hidrelétricas. Assim, cada consumidor pagará um adicional de R$ 1,885 para cada 100 kW/h de energia consumida. Este valor representa uma redução de 37% em relação à última sobretaxa aplicada, segundo ajustes realizados pela Aneel em março.

Segundo Andréa Angelo, da Warren Investimentos, o ajuste na conta de luz pode elevar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 4,2% ao final deste ano, modificando as projeções que indicavam 4%.

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Cenário atual de geração de energia

A Aneel justifica a implementação da bandeira amarela pela previsão de chuvas 50% abaixo do esperado até o fim do ano. Esse déficit hídrico, combinado com um inverno com temperaturas acima da média, impulsiona a maior utilização de usinas termelétricas.

O sistema de bandeiras tarifárias foi estabelecido pela Aneel em 2015 e inclui três categorias: verde, sem taxa extra; amarela, com uma taxa intermediária; e vermelha, com a maior sobretaxa. Essa estratégia permite um repasse mais ágil das variações no custo de produção de energia. Além disso, promove um consumo mais consciente durante períodos de geração mais custosa.

 

Em julho, os consumidores enfrentarão um acréscimo de R$ 1,88 por cada 100 kW/h de energia utilizada, de acordo com a Aneel. Este cenário reflete não só as condições climáticas adversas mas também um aumento no consumo energético devido a temperaturas mais altas.

Bandeira amarela na economia

A aplicação da bandeira amarela ocorre após 26 meses de tarifa com bandeira verde, durante os quais não houve cobranças adicionais. Porém, vê-se a alteração como necessária devido à reduzida disponibilidade de água para as usinas hidrelétricas, que são responsáveis por mais de 60% da energia produzida no país.

O maior uso de termelétricas, além de mais oneroso, implica desvantagens ambientais devido à queima de combustíveis fósseis. Este fator, combinado com a menor geração hídrica e o aumento do consumo, justifica o acionamento da sobretaxa.

Conforme apontado pela Aneel e reiterado pela Agência Brasil, os principais motivos para a reativação da bandeira amarela são a escassez de chuvas e o consequente aumento do consumo energético. Tais condições impulsionam a necessidade de uma gestão mais eficaz e econômica por parte dos consumidores, especialmente em momentos de alta demanda.

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