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Inflação na Argentina atinge 4,6% em junho, aponta INDEC

A inflação na Argentina foi de 4,6% em junho, acumulando 271,5% em 12 meses. Medidas de Javier Milei são avaliadas.
Bandeira da Argentina
Bandeira da Argentina (Imagem: Píxabay)
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A inflação na Argentina alcançou 4,6% em junho, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) na última sexta-feira (12). No acumulado de 12 meses, os preços aumentaram 271,5%, quebrando um ciclo de cinco meses consecutivos de desaceleração.

Comparado a maio, quando a inflação foi de 4,2%, houve um incremento de 0,4 ponto percentual. No primeiro semestre de 2024, a inflação acumulada chegou a 79,8%, evidenciando a contínua pressão inflacionária.

O setor de Habitação, Água, Eletricidade, Gás e outros combustíveis registrou o maior aumento mensal, com uma alta de 14,3%. Outros setores são: Restaurantes e Hotéis (6,3%), Educação (5,7%), Recreação e Cultura (5,6%) e Comunicação (5,3%).

Governo de Javier Milei

Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Javier Milei tem implementado rigorosos ajustes econômicos. Entre as primeiras medidas estavam a paralisação de obras federais e o corte de repasses para os estados, além de eliminar subsídios para serviços essenciais como água, gás, eletricidade e transporte público.

Essas ações resultaram em aumentos nos preços ao consumidor, mas também permitiram que Javier Milei alcançasse o primeiro superávit fiscal trimestral desde 2008. A meta do presidente é alcançar o “déficit zero” até o final de 2024. A inflação, que estava em 25,5% em dezembro de 2023, reduziu-se para 4,6% em junho de 2024, embora essa queda também esteja relacionada à diminuição do poder de consumo da população e à redução na emissão de moeda.

Apesar da queda na inflação, os preços dos serviços públicos, transporte e alimentos continuam altos, e muitos argentinos ainda sentem os efeitos. O salário mínimo de 234,3 mil pesos (US$ 260) não acompanha a inflação anual próxima dos 300%, resultando em 46,7% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo o Indec.

PIB 

No primeiro trimestre de 2024, o PIB da Argentina caiu 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Banco Mundial revisou suas previsões para a economia argentina, prevendo agora uma queda de 3,5% para este ano. No entanto, as projeções para 2025 são mais otimistas. A previsão é de crescimento de 5%, à medida que os desequilíbrios econômicos sejam resolvidos e a inflação diminua.

Apoio Internacional

As medidas rigorosas de Javier Milei receberam elogios do FMI, que em maio anunciou um acordo para o desembolso de quase US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões). O FMI destacou o superávit fiscal trimestral, a rápida queda da inflação e a redução do risco soberano. Especialistas, porém, alertam que o superávit se deve à redução dos gastos e não ao aumento das receitas, o que pode não ser sustentável a longo prazo.

O governo Javier Milei continua avançando com as reformas econômicas. O Senado argentino aprovou recentemente um projeto de lei importante, a “Lei de Bases”, que concede poderes especiais ao governo e propõe a privatização de algumas estatais.

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