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Semana de 4 dias: empresas testam modelo e veem produtividade

Empresas investem em contratações e tecnologia para viabilizar a semana de 4 dias, visando atrair talentos e aumentar a produtividade.
Semana de 4 dias: empresas testam modelo e veem produtividade
(Imagem: Designed by Freepik)
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Empresas brasileiras estão investindo em tecnologia e novas contratações para implementar a semana de 4 dias de trabalho. O modelo, que promete manter a produtividade com menos horas trabalhadas, vem ganhando adeptos, mas exige planejamento e investimentos.

Como funciona a semana de 4 dias?

Implementar a semana de 4 dias de trabalho não é tão simples quanto apenas reduzir a carga horária dos funcionários. Para manter 100% da produtividade e os salários inalterados, as empresas participantes de um experimento precisaram adotar novas estratégias e, em alguns casos, contratar mais funcionários ou investir em ferramentas.

Segundo o relatório final do projeto “4 Day Week Brazil“, um terço das empresas que testaram o modelo precisou aumentar sua equipe. “Tivemos um custo inicial de 3% a 4%, mas a longo prazo esse investimento permitirá absorver mais trabalho com a mesma equipe”, afirma Soraya Clementino, sócia-fundadora de um escritório de advocacia em São Paulo.

Investimento em tecnologia e novos talentos

Além de novas contratações, empresas estão investindo em tecnologia para otimizar o trabalho. Ferramentas de inteligência artificial foram adotadas para agilizar processos e garantir que a redução de horas não impactasse negativamente a entrega de resultados.

Para Cláudia Carmello, sócia de uma agência de publicidade em São Paulo, o investimento será compensado pela atração e retenção de talentos, um dos principais objetivos das empresas que aderiram ao projeto. “Ainda é cedo para medir todos os benefícios, mas já vemos um aumento na procura de profissionais interessados em trabalhar em empresas com essa política”, ressalta.

Resultados positivos para empresas e funcionários na semana de 4 dias

O experimento mostrou que a adoção da semana de 4 dias está trazendo benefícios tanto para as empresas quanto para os funcionários. De acordo com o relatório, 66,7% das companhias relataram uma maior facilidade em recrutar novos talentos. Além disso, 75% das empresas mantiveram a rotatividade estável, enquanto 25% conseguiram reduzir o turnover.

Entre os funcionários, a percepção também é positiva. Cerca de 81% dos participantes relataram um aumento na criatividade e 87% disseram ter mais energia para realizar suas tarefas. Esse ganho de motivação refletiu diretamente na produtividade, que, segundo 71,5% dos entrevistados, aumentou durante o experimento.

Outro dado relevante é que 60,3% dos funcionários notaram um crescimento no engajamento com a empresa, o que resultou em melhorias no funcionamento das equipes e nos processos internos, conforme destacado por 83,3% dos líderes das empresas participantes.

Desafios e cuidados para a implementação

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que nem todas as empresas estão preparadas para adotar a semana de 4 dias de forma eficaz. Segundo a professora Lina Eiko Nakata, do Insper, a chave para manter a produtividade com menos horas de trabalho está na maturidade dos funcionários e no tipo de atividade desempenhada.

Empresas com trabalhos mais operacionais, como em linhas de produção, podem enfrentar desafios ao adotar o modelo, pois um dia a menos trabalhado representa, literalmente, menos produção. Já em empresas que dependem mais de processos criativos e cognitivos, a redução de horas pode até impulsionar a qualidade das entregas.

Além disso, é necessário ter capital de reserva para cobrir possíveis custos adicionais, como novas contratações e tecnologias, principalmente nos primeiros meses de transição.

A semana de 4 dias veio para ficar?

Ainda que os resultados iniciais sejam animadores, a adoção permanente da semana de 4 dias de trabalho ainda está em fase de testes no Brasil. Das empresas que participaram do experimento, 72,7% relataram um aumento na receita durante o período, enquanto 27,3% registraram queda. Em termos de lucros, 63,6% observaram crescimento, mas 36,4% enfrentaram uma redução.

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