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Goldman Sachs rebaixa Bradesco e eleva Santander Brasil

O Goldman Sachs rebaixou o Bradesco para venda e elevou o Santander para neutro, enquanto o Itaú segue como principal escolha no setor bancário.
O Goldman Sachs rebaixou o Bradesco para venda e elevou o Santander para neutro, enquanto o Itaú segue como principal escolha no setor bancário.
(Imagem: divulgação/Bradesco e Santander)

O Goldman Sachs rebaixou a recomendação da ação preferencial do Bradesco (BBDC4) de neutro para venda, fixando o preço-alvo em R$ 11,40. A justificativa para essa mudança está na expectativa de que o banco levará mais tempo do que o previsto para retomar sua lucratividade, mantendo o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) abaixo do custo de capital próprio (COE) por pelo menos dois anos.

O cenário econômico brasileiro, marcado por inflação elevada, juros altos e crescimento do PIB mais lento, pode dificultar ainda mais essa recuperação. Para recuperar sua margem de lucro, o banco precisaria expandir sua carteira de crédito, mas opera com um índice de capital inferior ao da média do setor.

“A necessidade de crescimento do crédito para elevar a rentabilidade esbarra em um ambiente econômico mais restritivo e em desafios estruturais do próprio banco”, avalia o relatório do Goldman Sachs.

A expectativa é que a carteira de crédito do Bradesco cresça na casa dos dois dígitos em 2025. No entanto, a desaceleração do ritmo de expansão pode afetar a margem financeira nos anos seguintes. Em termos de valuation, o banco negocia a um P/L de 6,3 vezes e um P/BV de 0,8 vez para 2025. Apesar de estarem abaixo da média do setor, o Goldman Sachs avalia que esse desconto reflete a projeção de ROE em 12,4% para 2025 e 13,4% para 2026.

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Vídeo do canal BM&C NEWS no YouTube.

Santander Brasil melhora posição, mas segue com desafios

O Santander Brasil (SANB11) teve sua recomendação elevada de venda para neutro, com um preço-alvo de R$ 28. O banco conseguiu manter um ROE acima do COE nos últimos trimestres, o que sinaliza uma postura mais consistente em relação à rentabilidade.

Uma das características que diferenciam o Santander de seus concorrentes é sua maior exposição ao financiamento de veículos—17% da carteira total, contra 5% da média do setor. Esse foco justifica uma abordagem mais seletiva na concessão de crédito e uma aposta em clientes de alta renda. Além disso, sua presença geográfica é mais similar à do Itaú, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul, onde os índices de inadimplência tendem a ser menores.

Atualmente, o banco negocia a 6,1 vezes P/L e 1,0 vez P/BV, com ROE projetado em 17,1% para 2025 e 17,2% para 2026.

Goldman Sachs: Itaú mantém posição de destaque no setor

O Itaú (ITUB4) segue como a principal escolha do Goldman Sachs no setor bancário brasileiro. O banco manteve a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 39. Essa avaliação considera um modelo de fluxo de dividendos em três estágios, assumindo um custo de capital próprio de 14,5%, crescimento no segundo estágio de 7% e taxa de crescimento terminal de 5%.

Com base nas estimativas, as ações do Itaú estão sendo negociadas a 7,4 vezes o P/L estimado para 2025, enquanto o preço-alvo estabelecido pelo Goldman Sachs sugere que poderiam atingir 8,4 vezes P/L.

“Os desafios para o Itaú incluem crescimento de receita mais lento e aumento da concorrência no segmento de clientes de alta renda, onde mantém posição de liderança”, alerta o relatório.

Projeções do Goldman Sachs para 2025 indicam crescimento mais moderado

O Goldman Sachs prevê que a carteira de crédito do setor bancário crescerá de forma mais contida em 2025. O Itaú deve registrar a maior expansão, com 8%, enquanto Bradesco e Santander devem crescer em torno de 6%.

O impacto da taxa Selic também preocupa. O aumento dos juros pode comprometer a qualidade dos ativos, especialmente no segundo semestre do ano, elevando os custos com provisões para devedores duvidosos. Em contrapartida, a margem financeira com clientes deve crescer em ritmo superior ao volume de empréstimos, impulsionada por ajustes estratégicos nos produtos bancários.

Além disso, segmentos como tarifas, seguros e despesas operacionais devem registrar crescimento entre um dígito médio e alto, o que pode contribuir para os resultados financeiros dos bancos.

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