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Déficit primário recua, mas meta fiscal segue distante

A projeção do déficit primário para 2025 foi reduzida para R$ 75,088 bilhões, segundo o Prisma Fiscal. Apesar da melhora, o governo ainda está longe de atingir sua meta fiscal. A arrecadação permanece estável e a dívida pública deve alcançar 80,73% do PIB. O cenário exige maior controle das despesas e medidas para garantir a sustentabilidade fiscal.
A imagem mostra cédulas de real e moedas para representar o déficit primário.
Déficit primário recua, mas meta fiscal segue distante. Foto: Canva.

A projeção para o déficit primário do Brasil em 2025 foi revisada para R$ 75,088 bilhões, segundo o mais recente boletim Prisma Fiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. O número representa uma melhora em relação à estimativa anterior, feita em fevereiro, que previa um rombo fiscal de R$ 80 bilhões. Apesar da redução no déficit primário projetado, a meta fiscal estabelecida pelo governo ainda está distante de ser alcançada.

Cenário Fiscal: desafios e metas do governo

Originalmente, o governo federal planejava zerar o déficit primário em 2024 e iniciar a geração de superávit já em 2025, como parte da implementação do novo arcabouço fiscal. No entanto, ainda em 2023, a meta fiscal para 2025 foi revista, abandonando a previsão de superávit de 0,5% do PIB para um resultado neutro (0% do PIB). A nova regra fiscal busca controlar os gastos públicos e estabelecer um crescimento sustentável das despesas governamentais, permitindo um aumento de no máximo 70% da elevação da receita dentro do intervalo de 0,6% a 2,5% acima da inflação.

Perspectivas para os próximos anos

A projeção do Prisma Fiscal para 2026 também mostrou uma leve melhora. Em fevereiro, o mercado estimava um déficit primário de R$ 83,3 bilhões para o próximo ano, mas o novo relatório reduziu essa expectativa para R$ 79,468 bilhões. O governo mantém a expectativa de que em 2026 já seja possível reverter o saldo negativo e obter um superávit fiscal de 0,25% do PIB.

A arrecadação federal para 2025 permanece praticamente inalterada, saindo de R$ 2,848 trilhões para R$ 2,849 trilhões. Já para 2026, houve uma leve elevação na estimativa, com a arrecadação passando de R$ 3,027 trilhões para R$ 3,040 trilhões. Esse aumento na receita tributária pode ajudar a reduzir o déficit primário e melhorar a sustentabilidade fiscal do país.

Veja mais detalhes do Orçamento de 2025 e propostas do governo:

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Dívida pública e impacto econômico

O boletim também apontou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve alcançar 80,73% do PIB em 2025, uma ligeira melhora em relação à previsão de fevereiro (80,74%). Para 2026, a expectativa de endividamento caiu de 84,90% para 84,89% do PIB. Esses indicadores são fundamentais para avaliar a sustentabilidade da dívida pública e a confiança dos investidores na economia brasileira.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 previa que a dívida bruta chegaria a 77,9% do PIB neste ano, mas os dados mais recentes do Tesouro Nacional sugerem um patamar mais elevado, de 79,7%. Para 2026, o Tesouro projeta que a dívida atinja 81,7%, subindo para 81,8% em 2027. O aumento da dívida pública reforça a necessidade de medidas de ajuste fiscal que contribuam para a redução do déficit primário e a estabilidade das contas públicas.

A revisão do déficit primário para 2025 aponta um cenário fiscal um pouco menos negativo do que o previsto anteriormente, mas ainda distante da meta governamental. A implementação do novo arcabouço fiscal continua sendo um desafio, especialmente diante das incertezas econômicas e da necessidade de elevar a arrecadação sem comprometer o crescimento econômico.

O governo mantém a expectativa de alcançar um equilíbrio fiscal nos próximos anos, mas o cumprimento dessa meta dependerá do controle das despesas públicas, da eficiência na política fiscal e da evolução da atividade econômica. O monitoramento da trajetória do déficit primário será essencial para avaliar os impactos da política econômica e o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para os próximos anos.

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