O modelo de teletrabalho da Petrobras passou a valer nesta segunda-feira (2/6) e alterou a rotina de funcionários das áreas administrativas. A nova política estabelece que os trabalhadores compareçam ao escritório três vezes por semana, sendo obrigatoriamente segunda ou sexta-feira um desses dias.
A proposta causou descontentamento em parte da categoria. Petroleiros reagiram com greves e paralisações pontuais nos últimos meses. Mesmo com as manifestações, alguns sindicatos aprovaram a proposta e assinaram o novo acordo, encerrando as mobilizações.
Mudanças no modelo de teletrabalho da Petrobras causam reações
Desde setembro de 2024, gerentes já seguiam a nova rotina presencial. Agora, a Petrobras estende esse regime a todos os empregados administrativos. A justificativa, segundo a empresa, é incentivar a interação entre as equipes e aprimorar processos internos.
A companhia também anunciou exceções no modelo de teletrabalho da Petrobras. Funcionários com filhos de até dois anos, gestantes e pais em situações específicas poderão seguir com até três dias remotos por semana.
Petroleiros protestam contra nova política híbrida
A resistência ao novo modelo de teletrabalho da Petrobras começou ainda em janeiro, quando a diretoria comunicou a intenção de aumentar os dias presenciais. A proposta definitiva saiu em maio, com previsão de implementação em junho.
Sindicatos que rejeitaram a proposta alertam que a decisão desconsidera acordos anteriores e dificulta a rotina de trabalhadores que já haviam se adaptado ao regime remoto mais flexível. A empresa, no entanto, afirma manter diálogo aberto com as representações sindicais.
Petrobras busca alinhamento com metas estratégicas
De acordo com nota oficial, o modelo de teletrabalho da Petrobras acompanha o momento de crescimento da companhia, marcado por contratações, novos projetos e aumento nos investimentos. A direção acredita que a presença física fortalece a integração das equipes e acelera a curva de aprendizado de novos empregados.
O novo formato também visa preparar a estatal para desafios da indústria de óleo e gás, com maior interação presencial entre profissionais experientes e recém-contratados.





