O plano de contingência contra tarifaço que o governo prepara para mitigar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ficará pronto até terça-feira (12). Por isso, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a medida priorizará setores com maior exposição ao mercado norte-americano.
Além de definir os beneficiados, o projeto cria uma “régua” para medir o peso das exportações de cada segmento em direção aos EUA. Dessa forma, o socorro chegará primeiro às empresas mais impactadas. “Há setores em que metade da produção segue para exportação. Em outros, apenas 5% ou 10% saem do país”, disse Alckmin nesta sexta-feira (08/07).
No setor de pescados, por exemplo, a tilápia abastece principalmente o mercado interno, enquanto o atum depende majoritariamente das vendas externas. Já no segmento de calçados, representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apresentaram projeções que indicam forte impacto sobre o couro, cuja exportação supera 40% da produção nacional.
O presidente Lula já analisou a proposta com o plano de contingência contra o tarifaço. Assim, a expectativa do ministro é que o texto final seja anunciado nos próximos dias. “Se não for amanhã, será na segunda ou terça-feira”, afirmou.
Na mesma agenda, Alckmin também conversou com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos. Nesse sentido, ele classificou o encontro como “muito bom” e reforçou que o diálogo continuará.





