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Resultado da Hapvida no 2T25 preocupa pela queda no lucro de quase 70%, avalia Pedro Brandão

O resultado da Hapvida no 2T25 trouxe preocupações com uma queda acentuada de quase 70% no lucro líquido, apesar de um crescimento na receita. Com a sinistralidade em alta e margens pressionadas, o cenário levanta questões sobre a sustentabilidade do desempenho financeiro da empresa. Pedro Brandão, especialista em finanças, destaca que a situação exige atenção dos investidores, especialmente em relação à normalização das provisões para o SUS e à qualidade do crescimento comercial. Descubra os detalhes e as implicações desse resultado impactante para o setor de saúde.
Pedro Brandão analisa resultado da Hapvida no 2T25 e aponta queda no lucro
“Mesmo desconsiderando o efeito do ReSUS, o desempenho do Ebitda é preocupante”, afirma Pedro Brandão sobre o resultado da Hapvida no 2T25. (Foto: ENB)
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O resultado da Hapvida no 2T25, divulgado na quarta-feira (13/08), revela um quadro de avanços na receita, mas com margens comprimidas e lucro em queda acentuada. O mercado acompanha o desempenho do setor como um todo — a Qualicorp divulga seus números nesta sexta-feira— para entender se a pressão observada é pontual ou tendência. A seguir, detalhamos a evolução frente ao 2T24 e ao 1T25, preservando todos os indicadores para leitura precisa.

Receita e dinâmica comercial no resultado da Hapvida no 2T25

A receita líquida somou R$ 7,67 bilhões no 2T25, alta de 7,3% sobre o 2T24 (R$ 7,15 bilhões) e avanço de 2,3% frente ao 1T25 (R$ 7,50 bilhões). O crescimento veio, sobretudo, de reajustes que sustentaram o ticket médio: +8% a/a no 2T25; +9% a/a no 1T25; +9,1% a/a no 2T24.

No recorte por linhas, os planos odontológicos avançaram 7% a/a no 2T25, enquanto a receita de serviços médicos recuou 12% a/a. Esse descompasso ajuda a explicar por que o ganho de receita não se traduziu em expansão de margens.

Base de clientes no resultado da Hapvida no 2T25

Em 2T24, a carteira contava com 16,128 milhões de beneficiários. No 1T25, caiu para 16,058 milhões, afetada pela sazonalidade. No 2T25, houve recuperação parcial para 16,116 milhões, com +57,7 mil vidas no trimestre. Em 12 meses, porém, a base segue 12 mil abaixo do nível de 2T24.

Custos assistenciais e sinistralidade

O ponto mais crítico foi a alta da sinistralidade caixa (cash-MLR), que mede a fatia da receita líquida consumida por despesas assistenciais pagas no período. No 2T25, atingiu 73,9%, contra 70,5% no 2T24 e 68,6% no 1T25. Mesmo excluindo efeitos judiciais, ficaria em 72,8% no 2T25, acima dos 67,6% do 1T25.

As provisões para o SUS somaram R$ 298 milhões no 2T25 (R$ 137 milhões em GRUs retroativas, R$ 65 milhões extraordinárias e R$ 96 milhões recorrentes), muito acima da faixa considerada normal pela própria companhia (1,2%–1,5% da receita, frente aos 3,9% deste trimestre).

Ebitda no resultado da Hapvida no 2T25

O Ebitda ajustado fechou em R$ 703,3 milhões no 2T25, queda de 26,6% sobre o 2T24 (R$ 927 milhões) e de 29,7% contra o 1T25 (R$ 1,0 bilhão). Sem o ReSUS, seria R$ 905,4 milhões (-1,6% a/a e -9,5% t/t).

Pedro Brandão (foto), especialista em finanças e CEO da CredÁgil, avaliou:

“Mesmo desconsiderando o efeito do ReSUS, o desempenho do Ebitda é preocupante. A margem permanece abaixo dos patamares ideais para o setor e longe do nível necessário para sustentar crescimento com folga. E a queda de 69,6% no lucro líquido em um ano reforça que a pressão sobre margens está corroendo não apenas a geração de caixa, mas também a capacidade de entregar resultado ao acionista.”

Lucro líquido e endividamento

O lucro líquido ajustado foi de R$ 148,9 milhões no 2T25, recuo de 69,6% ante o 2T24 (R$ 460 milhões) e de 64,2% frente ao 1T25 (R$ 416 milhões), abaixo da projeção média da LSEG (R$ 223,7 milhões).

A alavancagem segue baixa: dívida líquida/Ebitda de 1,03x no 2T24, abaixo de 1,0x no 1T25 e no 2T25, com geração de caixa robusta para enfrentar margens pressionadas.

Sinais para o investidor

O resultado da Hapvida no 2T25 mostra que a empresa preserva crescimento de receita e retomada parcial da base de clientes, mas enfrenta alta estrutural de custos. O investidor deve monitorar:

  • Normalização das provisões para o SUS na faixa de 1,2%–1,5% da receita;
  • Redução do cash-MLR para recompor margens;
  • Qualidade do crescimento comercial, com retenção e controle de risco.
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