Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Banco Central limita Pix e TED, mas especialistas veem atraso na resposta regulatória

O Banco Central limita Pix e TED em R$15 mil a partir desta sexta-feira (05/09) para instituições sem autorização. A decisão antecipa prazos para fintechs, exige capital mínimo para PSTI e retira cooperativas do sistema após operações contra lavagem de dinheiro.
Banco Central limita Pix e TED
O BC limita Pix e TED em R$ 15 mil, atingindo instituições de pagamento sem autorização ou ligadas a prestadores de tecnologia. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O Banco Central anunciou na sexta-feira (05/09) o limite de R$ 15 mil para operações via Pix e TED em instituições de pagamento não autorizadas. A decisão é apresentada como reação a transações suspeitas que somaram mais de R$ 50 bilhões e revelaram um sistema paralelo usado pelo crime organizado. Mas, para especialistas, o movimento chega tarde e deixa lacunas regulatórias que ainda não foram enfrentadas.

Banco Central limita Pix e TED com atraso estratégico

A nova regra antecipa para maio de 2026 o prazo de autorização, antes previsto para dezembro de 2029, e impõe capital mínimo de R$ 15 milhões a prestadores de tecnologia. A medida pode proteger o Sistema Financeiro Nacional, mas também pressiona fintechs emergentes. Economistas ressaltam que a resposta é correta, mas demorada: operações criminosas já vinham sendo monitoradas há anos. O próprio BC reconhece que fraudes sofisticadas criaram um “sistema bancário paralelo”, mas só agora decidiu elevar a régua de segurança.

Falta de clareza regulatória amplia incertezas

O atraso regulatório não se limita ao Pix. Em fevereiro, o BC lançou uma consulta pública para discutir se fintechs poderiam ou não usar termos como “bank” e “banco” em suas marcas — um ponto central para separar instituições financeiras tradicionais de empresas de pagamento. Até agora, o resultado não foi divulgado. Para especialistas, a falta de definição abre margem para confusão entre usuários e enfraquece a credibilidade do setor. O problema é que, sem esse tipo de limpeza regulatória, o esforço de limitar transações pode perder parte de sua eficácia.

Impactos econômicos e concentração de mercado

O limite de R$ 15 mil e a exigência de capital mínimo devem concentrar o mercado em players mais robustos. Isso reduz o espaço de fintechs menores. Essa concentração pode aumentar a confiança do usuário, mas também diminui a diversidade de soluções. A diversidade foi o motor da inclusão financeira nos últimos anos. A crítica dos especialistas é clara: ao demorar para agir, o BC lança medidas de impacto rápido, mas sem enfrentar de forma coordenada os gargalos regulatórios do setor.

A análise converge em um ponto: o Banco Central precisava agir, mas demorou a fazê-lo. Ao limitar Pix e TED, o Banco Central sinaliza um endurecimento regulatório. A medida fortalece a segurança do sistema. Ainda assim, especialistas questionam o atraso da decisão e a falta de respostas em pontos sensíveis. Entre eles, estão a padronização de nomes e a separação clara entre bancos e fintechs. Sem atacar esses flancos, a regulação pode ser vista como fragmentada. Ela reduz riscos imediatos, mas continua insuficiente para reordenar o ecossistema financeiro no longo prazo.

LinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado