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Venda de veículos novos cai 5,9% em novembro e trava avanço do setor

Venda de veículos novos caiu 5,9% em novembro, somando 238,6 mil unidades e marcando um mês mais fraco para o setor. No acumulado do ano, os emplacamentos avançam 1,4%, ainda longe da projeção de 2,6% estimada pela Fenabrave para 2025. Mesmo com o recuo, o ritmo diário cresceu 7,5% frente a outubro, com cerca de 23 mil unidades por dia útil, sinal que a entidade interpreta como estabilidade da demanda, apesar do crédito caro que continua limitando a expansão do mercado.
venda de veículos novos em concessionária brasileira
Pátios de concessionárias registraram menor venda de veículos novos em novembro. (Foto: Reprodução)
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A venda de veículos novos registrou queda de 5,9% em novembro, reflexo de um mês mais fraco para o setor. O índice é distante do ritmo necessário para aproximar a indústria da alta de 2,6%, projetada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) para 2025. Nesse contexto, o mês fechou com 238,6 mil unidades licenciadas, nível 8,5% inferior ao de outubro, o que reforça a perda de fôlego em um período normalmente mais aquecido para o varejo automotivo.

Mesmo assim, o acumulado do ano indica avanço de 1,4% e soma de 2,4 milhões de unidades até novembro. Embora positivo, esse desempenho segue abaixo do que o setor considera adequado para alcançar a meta do próximo ano. A combinação de juros elevados e crédito restrito ainda afeta a decisão de compra, especialmente porque o financiamento segue sendo o principal canal para adquirir veículos zero km no país.

A entidade destaca, porém, um ponto de estabilidade. Em novembro, as concessionárias registraram vendas de cerca de 23 mil veículos novos por dia útil, aumento de 7,5% frente a outubro. Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior,

“o ritmo de vendas por dia útil aumentou, comprovando que a demanda segue estável, mesmo em um ambiente de juros elevados”.

Venda de veículos novos e o impacto do crédito caro

A pressão do financiamento segue determinante para a comercialização de carros novos, já que as prestações permanecem elevadas e reduzem a conversão nas lojas. Essa dinâmica explica parte da distância entre o resultado mensal e o ritmo diário, que mostra maior disposição dos consumidores sempre que as condições se tornam mais acessíveis.

Portanto, como o crédito responde às expectativas de mercado, a recuperação do setor depende de ajustes mais amplos na política monetária. Apesar da alta no financiamento de veículos em outubro, seminovos se mostraram a preferência do público, o que acentuou o desempenho decrescente da venda de veículos novos.

Um ano de avanços tímidos e desafios acumulados

A diferença entre a alta anual de 1,4% e a projeção da Fenabrave para 2025 evidencia um setor que avança, mas ainda de forma limitada. O mercado de venda de veículos novos convive com compradores cautelosos, cujas decisões dependem do custo final do financiamento e da confiança na renda futura.

Com esse quadro, a entidade acompanha a evolução do crédito e das condições macroeconômicas, fatores que deverão definir o ritmo de expansão ao longo do próximo ano.

Leia também: Mercado de veículos elétricos acelera na Índia com queda de custos e avanço global

Ajustes necessários para destravar o emplacamento de modelos zero km

O emplacamento de modelos zero km tende a ganhar impulso conforme o crédito se acomoda a um cenário de juros mais baixos, tendência observada em mercados internacionais com estímulos voltados à renovação de frota. Apesar do resultado divulgado pela Fenabrave, nem todos os números são ruins, o que mostra um setor ainda aquecido.

No Brasil, a adaptação ocorre de forma lenta, mas o fluxo diário de novembro sugere algum espaço para aceleração, desde que as condições financeiras ofereçam maior previsibilidade. Para os próximos meses, a discussão central será a combinação entre financiamento mais competitivo e uma economia capaz de sustentar a venda de veículos novos diante de um ambiente ainda sensível.

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