Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Competitividade das exportações é pressionada por custos e juros altos, aponta CNI

A CNI aponta que a competitividade das exportações brasileiras segue comprometida em 2025 devido ao avanço dos custos logísticos, tarifas portuárias elevadas, dificuldade de acesso a crédito e pressão dos juros altos. O estudo Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras 2025, divulgado nesta segunda-feira (08/12), mostra que empresas enfrentam também volatilidade cambial e entraves institucionais que prolongam prazos, aumentam riscos e reduzem a capacidade de expansão no mercado internacional. Saiba mais na matéria completa.
competitividade das exportações afetada por custos e juros elevados
Custos operacionais e juros altos reduzem a competitividade das exportações brasileiras. (Foto: Reprodução)

A competitividade das exportações brasileiras enfrenta um ambiente mais caro e instável em 2025, marcado por custos logísticos elevados e condições financeiras desfavoráveis. É o que aponta o estudo Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras 2025, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (08/12). Segundo ele, empresas relatam aumento da pressão sobre operações externas em razão do encarecimento do transporte, das tarifas portuárias e da dificuldade de acesso a crédito competitivo.

O levantamento também mostra que, mesmo com a demanda internacional relativamente estável, a estrutura doméstica continua limitando a capacidade de expansão das vendas externas. A combinação de juros altos, volatilidade cambial e baixa eficiência institucional cria um ambiente de maior risco para planejamento e formação de preços, ampliando desafios que permanecem recorrentes ao longo dos últimos ciclos.

Competitividade das exportações e o peso dos entraves logísticos

Os dados mais recentes da CNI mostram que os gargalos logísticos permanecem entre os principais fatores que inibem a expansão das vendas externas. Indicadores do relatório destacam:

  • 48,5% das empresas consultadas pela CNI relatam ineficiência nos portos brasileiros.
  • 47,7% das companhias afirmam enfrentar falta de rotas e disponibilidade limitada de contêineres.
  • 46,2% das exportadoras mencionam tarifas portuárias elevadas como obstáculo relevante.
  • 32,9% das empresas apontam tarifas aeroportuárias como fator adicional de custo.

Esses números mostram como a infraestrutura influencia diretamente o acesso a mercados externos. Quando há limitação de terminais, rotas reduzidas ou operações pouco coordenadas, o impacto recai sobre prazos, formação de preços e capacidade de fechar contratos de longo prazo. Essa restrição fragiliza a competitividade exportadora e cria barreiras para ampliar mix de produtos e destinos.

Influência do ambiente econômico na competitividade das exportações

A análise do ambiente econômico revela que a perda de fôlego das exportações não decorre apenas de questões logísticas. Isso pois pressões financeiras e institucionais também desempenham papel decisivo. Entre os pontos mapeados:

  • 41,8% das empresas exportadoras relatam impacto direto da volatilidade cambial em seus custos e contratos.
  • 38,8% das companhias afirmam que os juros elevados dificultam o financiamento da produção e da exportação.
  • 39,8% das empresas veem falhas na solução de entraves internos que afetam operações externas.
  • 37,2% das companhias apontam ausência de uma estratégia nacional de comércio exterior.

Esse conjunto de fatores afeta a capacidade competitiva das exportações ao elevar o custo de capital, reduzir previsibilidade e dificultar o uso de instrumentos financeiros públicos. A volatilidade do câmbio adiciona incerteza às margens e cria desafios para contratos de médio prazo, enquanto a falta de coordenação institucional prolonga o ciclo de liberação de cargas e reforça riscos operacionais.

Caminhos para reforçar a competitividade

Os dados do relatório mostram que a competitividade do setor exportador dependerá de medidas que integrem logística, crédito e governança regulatória. A melhora nos portos, a ampliação de rotas e a modernização de processos podem reduzir pressões que hoje freiam investimentos em exportação. Portanto, a tendência é que a competitividade das exportações avance somente à medida que custos sistêmicos diminuam e a eficiência institucional ganhe tração em um mercado global mais disputado.

Clique aqui e confira a nova edição do Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras 2025 na íntegra.

LinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado