Mercado de seguros no Brasil deve atingir R$ 100 bilhões em 2026, afirma CNseg

O mercado de seguros no Brasil deve alcançar R$ 100 bilhões em 2026, com crescimento estimado de 8%, segundo projeção da CNseg divulgada em 11/12. O cálculo exclui a previdência complementar aberta e considera inflação ao redor de 4%, indicando avanço real do setor. O destaque fica para o seguro habitacional, com alta prevista de 10,2%, apoiada pela expansão do mercado imobiliário e do programa Minha Casa Minha Vida. Saiba mais lendo a matéria completa!
Mercado de seguros no Brasil deve alcançar R$ 100 bilhões em 2026
Projeções da CNseg indicam expansão do mercado de seguros no Brasil até 2026 (Foto: Reprodução)

O mercado de seguros no Brasil deve alcançar R$ 100 bilhões em 2026, com crescimento estimado de 8%, segundo projeções divulgadas pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na última quinta-feira (11/12). A estimativa desconsidera a previdência complementar aberta e parte de um cenário de inflação próxima a 4%.

Esse resultado sucede à projeção de alta do mercado de seguros de 8,5% em 2025 e indica uma expansão real do setor no Brasil. De acordo com a CNseg, a exclusão da previdência aberta ocorre devido à instabilidade recente do segmento, que apresenta dinâmica distinta das demais linhas de seguros.

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, afirmou que a leitura para 2026 reflete um ambiente de crescimento sustentado.

“Optamos por não fazer projeções para a previdência aberta, chegando a um crescimento de 8% do mercado de seguros em 2026”,

Mercado de seguros no Brasil: segmentos que sustentam 2026

A composição desse crescimento não é homogênea. As projeções indicam que o avanço do mercado de seguros no Brasil será puxado por segmentos diretamente ligados ao crédito, à renda das famílias e à retomada gradual de determinados ciclos econômicos.

Entre os principais vetores do mercado de seguros no Brasil em 2026 mapeados pela CNseg, temos:

Seguro habitacional

  • A expansão acompanha o desempenho do mercado imobiliário e o avanço do crédito habitacional.
  • Os lançamentos imobiliários cresceram 25,2% entre janeiro e agosto de 2025.
  • O programa Minha Casa Minha Vida registrou aumento de 29,1% no mesmo período.
  • O PIB da construção civil avançou 2,0% no terceiro trimestre de 2025, sustentando a demanda por cobertura residencial.
  • Crescimento projetado de 10,2% em 2026, o mais elevado entre os grandes ramos. do mercado de seguros no Brasil.

Seguros de pessoas

  • Projeção de crescimento de 8,6% em 2026.
  • O desempenho é puxado pelos seguros de vida, com alta estimada de 12,3%.
  • Os seguros de viagem devem avançar 10,9%, acompanhando a normalização do fluxo turístico.

Seguros de automóveis

Seguro rural

  • Crescimento projetado de 2,3% em 2026, após retração de 6,4% em 2025.
  • A recuperação ocorre em meio a renegociações, após a inadimplência atingir 11,4% em outubro, o maior nível da série histórica.

Desafio da cobertura para o mercado de seguros no Brasil

Apesar do avanço projetado, o mercado de seguros no Brasil ainda opera com baixa penetração. Atualmente, 21,4 milhões de veículos estão segurados, o equivalente a 28,5% da frota nacional. No segmento residencial, cerca de 13 milhões de domicílios contam com seguro, representando 17% do total.

Já na na saúde suplementar, 52,2 milhões de pessoas possuem planos, enquanto apenas 10% da força de trabalho mantém algum tipo de previdência privada. Para Dyogo Oliveira, o principal entrave desse cenário segue sendo cultural.

“O déficit de proteção continua sendo o nosso maior desafio”, afirmou.

Leitura estrutural do setor no Brasil

A entrada em 2026 coloca o mercado de seguros no Brasil diante de uma equação clara: crescer não dependerá apenas do desempenho econômico, mas da capacidade de ampliar a base de consumidores hoje fora do sistema. A conversão desse público passa por educação, comunicação direcionada e produtos ajustados à renda das famílias. Portanto, são elementos que, segundo a leitura da CNeg, tendem a definir o ritmo do setor nos próximos anos.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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