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IPC-S de dezembro fecha 2025 com alta de 0,28% e inflação anual em 4,00%

O IPC-S de dezembro subiu 0,28% na quarta quadrissemana, segundo a FGV, encerrando 2025 com inflação acumulada de 4,00% em 12 meses. O resultado representou aceleração frente à leitura anterior e foi puxado por quatro das sete capitais pesquisadas. Continue lendo e saiba mais.
IPC-S de dezembro referente a quarta quadrissemana do mês, divulgado divulgado pela FGV nesta segunda (05/01)
IPC-S de dezembro fecha 2025 com inflação acumulada de 4,00%, segundo a FGV (Foto: Ilustrativa)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de dezembro avançou 0,28% na quarta quadrissemana do mês, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), nesta segunda-feira (05/01). O resultado marcou uma aceleração em relação à leitura imediatamente anterior e levou a inflação acumulada em 12 meses a 4,00%, encerrando 2025 acima do centro da meta oficial.

Embora o indicador semanal não tenha o mesmo peso do IPCA nas decisões de política monetária, sua leitura de fim de ano ajuda a qualificar a dinâmica inflacionária, sobretudo pela sensibilidade a serviços e itens de consumo urbano. Nesse contexto, em dezembro, o quadro foi marcado por forte heterogeneidade regional e por pressões concentradas em segmentos específicos.

IPC-S de dezembro: leitura geral e fechamento do ano

A aceleração observada na última quadrissemana consolidou um padrão de estabilidade em patamar elevado ao longo de dezembro, sem sinais claros de acomodação no encerramento do ano.

  • Variação na 4ª quadrissemana: 0,28%
  • Resultado anterior: 0,26%
  • Inflação acumulada em 12 meses: 4,00%
  • Capitais com aceleração: 4 de 7 pesquisadas

Foram quatro capitais, comparando a 3ª quadrissemana (22/12) com a 4ª quadrissemana (31/12) do IPC-S. São elas:

  • Salvador: de 0,06% para 0,14%
  • Belo Horizonte: de 0,14% para 0,37%
  • Recife: de 0,76% para 1,17%
  • São Paulo: de 0,05% para 0,20%

As demais desaceleraram no período:

  • Brasília (0,53% → 0,42%)
  • Rio de Janeiro (0,20% → 0,11%)
  • Porto Alegre (0,52% → 0,16%)

O comportamento do IPC-S de dezembro sugere que, mesmo com oscilações semanais moderadas, a inflação manteve difusão suficiente para fechar o ano acima do nível compatível com o centro da meta. Portanto, reforçando a leitura de pressão persistente no consumo urbano.

Capitais e choques localizados no último IPC-S de dezembro

A análise regional mostra que o resultado nacional foi influenciado por movimentos bastante distintos entre as capitais. Com destaque para choques pontuais em serviços regulados e preços ligados ao setor aéreo.

  • Maior variação: Recife, com alta de 1,17%
  • Menor variação: Rio de Janeiro, com 0,11%
  • Principal pressão em Recife: passagem aérea, com avanço de 32,74%
  • Item citado no Rio de Janeiro: taxa de água e esgoto residencial

Essa dispersão reforça que o comportamento do índice de preços semanal não foi homogêneo, dependendo mais de reajustes específicos do que de uma aceleração generalizada em todas as regiões.

Núcleo do índice de preços e leitura qualitativa da inflação

O núcleo do IPC-S encerrou dezembro em 0,33%, acima das leituras de outubro e novembro, ambas em 0,31%. O dado indica que, ao excluir itens mais voláteis, a inflação subjacente terminou 2025 sem apresentar alívio relevante.

Do ponto de vista analítico, esse resultado sustenta uma leitura cautelosa sobre o comportamento dos preços no início de 2026. A combinação de inflação anual em 4,00%, núcleo firme e pressões concentradas em serviços sugere que o último IPC-S de dezembro, assim como outros termômetros inflacionários, segue apontando um ambiente de preços que exige atenção contínua do mercado e dos formuladores de política econômica.

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