As ações da Alphabet (BDR: GOGL34) levaram a controladora do Google a ultrapassar a Apple e assumir o posto de segunda empresa mais valiosa dos Estados Unidos. O movimento ocorreu na última quarta-feira (07/01), quando os papéis da companhia avançaram mais de 2%, elevando o valor de mercado para US$ 3,88 trilhões, acima dos US$ 3,84 trilhões registrados pela Apple no fechamento do pregão.
A valorização das ações da Alphabet reflete uma leitura clara do mercado sobre o posicionamento da empresa no setor de inteligência artificial. Enquanto investidores seguem cautelosos com a estratégia da Apple, os papéis do Google passaram a capturar prêmios associados à expansão da nuvem, ao avanço em chips próprios e à adoção de modelos de linguagem de última geração. Assim, o desempenho em bolsa tornou-se o principal vetor da mudança no ranking corporativo.
Ações da Alphabet e o peso da inteligência artificial
A Alphabet é a holding que controla o Google e ativos estratégicos como Google Cloud, YouTube, DeepMind e Waymo. Em 2025, as ações da Alphabet acumularam alta de cerca de 65%, o melhor desempenho anual desde 2009, sustentado por entregas concretas no ecossistema de IA e infraestrutura digital.
Entre os fatores acompanhados pelos investidores, destacam-se:
- Lançamento do Ironwood, sétima geração dos chips TPU do Google
- Apresentação do modelo de linguagem Gemini 3, com avaliações positivas
- Expansão acelerada do Google Cloud, com contratos acima de US$ 1 bilhão
- Fornecimento de até 1 milhão de TPUs para a Anthropic
- Avaliação de uso dos chips pela Meta Platforms
Um relatório do BNP Paribas, um dos maiores bancos da Europa, apontou que o Google pode emergir como plataforma dominante de IA. Leitura que ajudou a sustentar o fluxo comprador nas ações da Alphabet ao longo do ano.
Além disso, analistas da D.A. Davidson estimam que os negócios ligados a TPUs e à DeepMind poderiam atingir quase US$ 1 trilhão em um eventual desmembramento. Enquanto isso, a Waymo, braço de robotáxis da companhia, também busca captação superior a US$ 15 bilhões, com avaliação de até US$ 110 bilhões.
Do lado oposto, a Apple enfrenta pressão após adiar a nova geração da Siri para 2026 e receber rebaixamento de recomendação da Raymond James, que vê ganhos limitados em 2026. Nesse cenário, as ações da Alphabet consolidaram a virada e reposicionaram a empresa no topo do mercado americano.











