O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de dezembro avançou 0,21%, acelerando em relação a novembro (0,03%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (09/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, o resultado reflete a retomada da alta dos alimentos e o avanço de itens não alimentícios. Sendo fatores que afetam diretamente o custo de vida das famílias de menor renda.
Ao contrário do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o INPC é mais sensível às despesas essenciais do orçamento doméstico. Por isso, mesmo com inflação acumulada de 3,90% em 2025, abaixo dos 4,77% registrados em 2024, o resultado mensal sinaliza que o custo de vida das famílias de menor renda voltou a sofrer pressão no encerramento do ano.
INPC de dezembro é impulsionado por alimentos e itens não alimentícios
A leitura de dezembro mostra que os produtos alimentícios voltaram a subir após queda registrada em novembro. Além disso, itens não alimentícios também apresentaram aceleração no período.
Principais componentes do INPC de dezembro:
- Produtos alimentícios: +0,28% (novembro: –0,06%)
- Produtos não alimentícios: +0,19% (novembro: +0,06%)
- Índice geral: +0,21%
- Maior variação regional: Porto Alegre (+0,57%)
- Menor variação regional: Curitiba (–0,22%)
Portanto, o avanço dos alimentos interrompeu a sequência de alívio observada nos meses anteriores e voltou a ter peso significativo na formação do índice.
INPC de dezembro revela impacto regional de energia e alimentos
Os dados regionais do INPC de dezembro mostram que reajustes tarifários e oscilações nos preços de alimentos básicos afetaram o índice de forma desigual entre as áreas pesquisadas. Entre as regiões analisadas pelo IBGE, Porto Alegre apresentou a maior variação do mês, enquanto Curitiba registrou o menor resultado.
Destaques regionais do INPC de dezembro:
– Porto Alegre: +0,57%, pressionado por energia elétrica (+3,87%) e carnes (+2,04%)
– Curitiba: –0,22%, com queda da energia elétrica (–3,23%) e recuo das frutas (–4,82%)
Essas diferenças reforçam como itens essenciais, como energia e alimentação, continuam determinantes para a variação do índice. E, além disso, para a percepção do custo de vida no curto prazo.
Leitura complementar do indicador de dezembro
A configuração do INPC de dezembro reforça um padrão distinto em relação ao IPCA. Enquanto o IPCA captou maior pressão de serviços e transportes no fim do ano, o INPC manteve maior sensibilidade às oscilações de alimentos e energia elétrica, componentes centrais do consumo das famílias de menor renda. Embora o resultado de 2025 indique desaceleração frente a 2024, a retomada da alta dos alimentos no mês recoloca o custo de vida no centro do debate econômico.
Confira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor do IBGE na íntegra.











