O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2025 avançou 0,33%, acelerando em relação a novembro (0,18%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (09/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal foi influenciado principalmente pelo segmento de Transportes, enquanto a queda nos custos de energia ajudou a conter uma alta mais intensa no índice oficial de inflação.
Com o resultado, o IPCA de dezembro encerrou 2025 com inflação acumulada de 4,26%, abaixo dos 4,83% registrados em 2024. No mês, a composição do índice revelou contrastes relevantes entre grupos de despesas, refletindo tanto pressões tarifárias quanto efeitos pontuais de alívio.
IPCA de dezembro reflete avanço dos transportes e recuo da habitação
A leitura do mês mostra que os transportes foram o principal vetor de pressão no IPCA de dezembro, enquanto o grupo Habitação exerceu influência negativa sobre o índice.
Principais grupos com impacto no IPCA de dezembro:
- Transportes: +0,74% | impacto de 0,15 p.p.
- Saúde e cuidados pessoais: +0,52% | impacto de 0,07 p.p.
- Artigos de residência: +0,64% | impacto positivo moderado
- Habitação: –0,33% | principal fator de alívio no mês
A queda em Habitação foi explicada, sobretudo, pelo recuo da energia elétrica residencial, influenciado pela mudança da bandeira tarifária. E, além disso, por ajustes regionais incorporados à coleta do índice.
Tarifas e serviços específicos influenciam IPCA de dezembro
Além dos grupos, o comportamento de subitens específicos ajuda a explicar o resultado do IPCA de dezembro, especialmente aqueles ligados a serviços e transporte urbano.
Subitens com variação relevante no mês:
- Passagens aéreas: +12,61%
- Transporte por aplicativo: +13,79%
- Plano de saúde: +0,77%
- Energia elétrica residencial: –2,41%
- Ônibus urbano: impacto negativo em algumas regiões devido a gratuidades
Essas variações mostram que, apesar do alívio pontual em energia, serviços ligados à mobilidade e saúde mantiveram pressão significativa sobre o índice no fim do ano.
Leitura complementar do indicador mensal do IBGE
A configuração do IPCA de dezembro indica uma inflação ainda marcada por itens administrados e serviços, mesmo em um contexto de desaceleração frente ao pico observado em 2024. Portanto, o fechamento de 2025 abaixo do ano anterior sugere algum arrefecimento no ritmo inflacionário. Porém, a persistência de pressões em transportes e serviços reforça a heterogeneidade da inflação e o papel dos reajustes regulatórios na formação dos preços ao consumidor.
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