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Saque da poupança fecha 2025 em R$ 85,568 bilhões, um dos piores da história

O saque da poupança alcançou R$ 85,568 bilhões em 2025, segundo o Banco Central, mantendo cinco anos seguidos de retiradas, apesar de captação positiva em dezembro.
Saque da poupança em 2025 segundo dados do Banco Central
Saque da poupança fecha 2025 entre os maiores da série histórica. Imagem: Canva

O saque da poupança somou R$ 85,568 bilhões em 2025, informou o Banco Central do Brasil na sexta-feira (09/01), posicionando o ano entre os três piores da série histórica. O dado consolida mais um período de retiradas expressivas, apesar de um leve alívio observado no fechamento de dezembro.

Ao longo do ano, a caderneta de poupança recebeu R$ 4,272 trilhões em depósitos, enquanto as retiradas alcançaram R$ 4,358 trilhões. Ainda assim, o rendimento creditado chegou a R$ 75,858 bilhões, mantendo o saldo total em R$ 1,022 trilhão dentro do sistema financeiro.

Saque da poupança e a leitura dos números anuais

O resultado de 2025 representa o quinto ano consecutivo de saque da poupança, sequência iniciada após o pico de entradas registrado em 2020. Naquele ano, marcado pela pandemia de covid-19, a modalidade acumulou captação líquida de R$ 166,310 bilhões, segundo o BC.

Desde então, os números passaram a refletir um cenário distinto. Em 2022, as saídas da poupança superaram R$ 103 bilhões, enquanto 2023 registrou retirada líquida de R$ 87,819 bilhões. Em comparação, o desempenho de 2025 mantém o padrão de redução gradual do interesse relativo dos poupadores.

Saque da poupança contrasta com dezembro positivo

Apesar do saldo anual negativo, dezembro apresentou captação líquida positiva de R$ 5,410 bilhões. No mês, os depósitos somaram R$ 432,806 bilhões, superando as retiradas, que ficaram em R$ 427,395 bilhões, além de um rendimento mensal de R$ 6,360 bilhões.

Esse contraste sugere uso pontual da poupança como instrumento de liquidez diária, especialmente em períodos de reorganização financeira. Analistas do mercado costumam associar esse comportamento à competição com produtos de renda fixa, mais atrativos em ambientes de taxa Selic elevada.

Retirada da poupança como termômetro financeiro

A retirada da poupança segue sendo observada como indicador do perfil conservador das famílias. Mesmo com os resgates da poupança, o volume acima de R$ 1 trilhão reforça o papel da modalidade como reserva de curto prazo.

O saque da poupança, portanto, revela menos uma fuga total e mais uma adaptação ao cenário financeiro. À medida que alternativas ganham espaço, a poupança preserva função operacional, enquanto o fluxo anual segue pressionado por escolhas racionais de rentabilidade.

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