O crédito rural do Plano Safra recebeu um reforço de R$ 15,3 bilhões com a nova liberação anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na última terça-feira (13/01). Com a medida, o volume total disponível para repasses do banco nos programas agropecuários federais da safra 2025/26 alcança R$ 20,1 bilhões.
Do total liberado, R$ 10,4 bilhões atendem linhas destinadas à agricultura empresarial, enquanto R$ 4,9 bilhões seguem direcionados à agricultura familiar. Os recursos podem financiar operações de custeio e investimentos, acessíveis a produtores rurais e cooperativas agropecuárias por meio de agentes financeiros credenciados.
Crédito rural do Plano Safra e a atuação do BNDES
No crédito rural do Plano Safra, o BNDES atua principalmente como repassador de recursos públicos, operando de forma indireta por meio do sistema financeiro. A abertura de novos protocolos segue a regra de semestralidade aplicada aos financiamentos oficiais da safra, o que organiza o fluxo de contratações ao longo do ciclo agrícola.
Esse modelo operacional amplia a capilaridade do crédito e sustenta o elevado número de contratos registrados. Até o momento, o banco já aprovou R$ 30,8 bilhões em créditos na safra 2025/26, somando operações do Plano Safra e do BNDES Crédito Rural.
Dentro desse total, R$ 26,4 bilhões correspondem ao crédito do Plano Safra, distribuídos em mais de 105 mil operações indiretas. Outros R$ 4,4 bilhões foram aprovados por meio do BNDES Crédito Rural, linha complementar que também atende produtores e cooperativas.
Crédito rural do Plano Safra na política agrícola
O Plano Safra é o principal instrumento da política agrícola brasileira, renovado anualmente para definir volumes de crédito, condições financeiras e linhas voltadas ao setor rural. O programa contempla custeio, investimento e comercialização, atendendo desde a agricultura familiar até a produção em escala empresarial.
No financiamento agrícola do Plano Safra, a divisão dos recursos busca equilibrar diferentes perfis produtivos. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a nova liberação sustenta investimentos, inovação e práticas sustentáveis, mantendo o agro como um dos principais vetores da economia nacional.
A estrutura do programa permite que o crédito chegue a diferentes regiões por meio de bancos e cooperativas financeiras. Com isso, reduzindo a concentração e ampliando o alcance das linhas oficiais. Esse desenho operacional explica a relevância do Plano Safra no sistema de crédito rural.
Crédito e a dinâmica da safra 2025/26
O ritmo de liberações e aprovações indica uma execução acelerada do crédito rural na safra 2025/26. Com prazo para utilização dos recursos até 30 de junho (30/06), produtores e cooperativas enfrentam um período decisivo para estruturar financiamentos em um cenário de custos elevados e demanda por capital produtivo.
Nesse contexto, o crédito rural do Plano Safra permanece como eixo central da política agrícola. Além disso, ao combinar volume expressivo de recursos, alcance nacional e foco em investimento produtivo, o programa segue orientando a atuação do BNDES ao longo do ciclo da safra.











