O IPO do Agibank entrou oficialmente no radar do mercado internacional na quarta-feira (14), quando a fintech protocolou seu pedido de listagem na bolsa de Nova York. A operação foi enviada à Securities and Exchange Commission (SEC) e marca mais um passo da instituição brasileira rumo ao mercado de capitais dos Estados Unidos.
O pedido foi apresentado pela holding AGI Inc, que planeja listar ações das classes A e B sob o código AGBK. A coordenação da oferta reúne nomes de peso do sistema financeiro global, incluindo Morgan Stanley, Citigroup, Bradesco BBI e BTG Pactual, além de Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investments e Oppenheimer.
IPO do Agibank e os números da operação
A estrutura financeira apresentada no registro chama atenção pelos indicadores operacionais. Até o fim de setembro de 2025, o banco digital contabilizava cerca de 6,4 milhões de clientes ativos. A carteira de crédito que alcançava R$ 34 bilhões. Esses dados posicionam a instituição entre as maiores fintechs de origem brasileira em escala operacional.
No mesmo período, o Agibank reportou lucro líquido acumulado de R$ 875 milhões, além de um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) médio de 41%. A combinação entre rentabilidade elevada e crescimento da base de clientes reforça a leitura de que a abertura de capital do Agibank busca dialogar diretamente com investidores focados em eficiência financeira.
A estratégia também se insere em um contexto de maior exposição internacional das fintechs nacionais. A escolha pela bolsa de Nova York amplia o acesso a capital estrangeiro e aumenta a visibilidade junto a fundos globais especializados em tecnologia financeira.
IPO do Agibank no contexto das fintechs brasileiras
A oferta inicial do Agibank se soma a uma lista já conhecida de empresas brasileiras do setor financeiro que optaram pelos Estados Unidos. Nubank, XP Inc., Banco Inter, PagBank e StoneCo abriram capital fora do Brasil nos últimos anos, aproveitando a liquidez e o perfil dos investidores norte-americanos.
Esse histórico cria um parâmetro comparável para o mercado avaliar o desempenho da fintech. Ao mesmo tempo, impõe maior rigor na análise de governança corporativa, estrutura acionária e perspectivas de crescimento em um ambiente regulado pela SEC.
Listagem internacional do Agibank e próximos passos
A listagem do Agibank ainda depende da conclusão do processo regulatório e da definição das condições finais da oferta. Ainda assim, o pedido protocolado indica que a empresa avalia o ambiente externo como favorável para sustentar sua trajetória de expansão.
No panorama mais amplo, o IPO do Agibank reforça a tendência de internacionalização do setor financeiro digital brasileiro. Com números consolidados e presença crescente fora do país, a fintech passa a disputar capital em um mercado mais exigente, onde escala, rentabilidade e disciplina financeira fazem a diferença.











