Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Superávit comercial da China dispara em 2025 e altera rotas globais

O superávit comercial da China atingiu quase US$ 1,2 trilhão em 2025, com exportações redirecionadas para África, ASEAN e UE, redesenhando o comércio global em meio a tensões com os EUA.
Imagem de um navio em um porto com exportações para ilustrar uma matéria jornalística sobre o superávit comercial da China.
(Imagem: Javier Garcia/Pixabay)

Na quarta-feira (14), o superávit comercial da China alcançou quase US$ 1,2 trilhão em 2025, o maior já registrado, segundo dados oficiais das alfândegas. O resultado reflete a expansão das exportações para mercados fora dos Estados Unidos, em meio a um ambiente externo mais restritivo.

O dado consolida uma mudança estrutural na estratégia externa chinesa. Com a redução do fluxo comercial com os EUA, empresas aceleraram a diversificação de destinos, priorizando Sudeste Asiático, África, União Europeia e América Latina, regiões que passaram a absorver maior volume de bens industriais.

Superávit comercial da China e a nova geografia das exportações

As exportações chinesas cresceram 6,6% em dezembro, superando as estimativas do mercado, enquanto as importações avançaram 5,7%. Ao longo de 2025, o país registrou sete meses com saldo mensal acima de US$ 100 bilhões, sustentado por uma base industrial ampla e preços competitivos.

Em contraste, as vendas para os Estados Unidos recuaram 20% ao longo de 2025. No mesmo período, as importações provenientes da maior economia do mundo caíram 14,6%. Ainda assim, o comércio exterior manteve tração, sustentado pelo avanço dos embarques para a África, com alta de 25,8%, e para o bloco ASEAN, que cresceu 13,4%.

Esse desempenho reforça o papel do comércio exterior chinês como amortecedor da demanda interna enfraquecida. O efeito ocorre em um contexto de mercado imobiliário pressionado e avanço moderado do consumo doméstico.

China: superávit comercial sob pressão geopolítica

O avanço do saldo externo ocorre em paralelo ao endurecimento do discurso comercial dos Estados Unidos. A sinalização de novas tarifas e restrições ampliou a busca chinesa por rotas alternativas. Além disso, empresas passaram a investir na criação de centros produtivos no exterior para reduzir barreiras tarifárias em mercados desenvolvido.

Mesmo com esse ajuste, o volume elevado de exportações industriais alimenta questionamentos entre parceiros comerciais sobre capacidade ociosa, excesso de oferta e impactos sobre cadeias produtivas locais. Essas preocupações já motivaram revisões de incentivos e políticas comerciais em alguns países.

Saldo externo chinês e os desafios para 2026

Além dos manufaturados, setores estratégicos ganharam destaque em 2025. As exportações de terras raras atingiram o maior nível em mais de uma década, enquanto as compras de soja bateram recorde, impulsionadas por fornecedores da América do Sul.

Para 2026, o superávit comercial da China deve continuar elevado, embora sob vigilância crescente de governos e investidores. O equilíbrio entre expansão externa, ajustes industriais e gestão das tensões comerciais definirá até que ponto o país seguirá ampliando sua presença no comércio global sem aprofundar atritos.

Instagram
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado