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O que é a Reag Investimentos e como a gestora virou alerta no sistema financeiro

Quem é a Reag Investimentos virou uma pergunta central após a intervenção do Banco Central. A gestora cresceu rapidamente, chegou à bolsa e agora enfrenta investigações e liquidação de seu braço operacional. Continue lendo e descubra.
Quem é a Reag Investimentos e por que virou alerta no SFN
Fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, João Carlos Mansur (na foto) é um dos investigados no caso do Banco Master. (Foto: Divulgação)

O que é a Reag Investimentos passou a ser uma das perguntas mais recorrentes do mercado financeiro nesta quinta-feira (15/01), quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, instituição financeira que integrava o grupo Reag e funcionava como seu braço regulado para operações no Sistema Financeiro Nacional.

Embora a medida tenha atingido formalmente a CBSF, o impacto recaiu sobre a Reag Investimentos como um todo, já que a DTVM concentrava atividades essenciais de distribuição, câmbio e estruturação de produtos, além de envolver controladores e ex-administradores do grupo.

A decisão regulatória, portanto, encerra um ciclo de expansão acelerada e conecta a história da Reag a investigações da Polícia Federal e a desdobramentos envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), reposicionando a empresa como um caso de estudo sobre crescimento, governança e risco no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O que é a Reag Investimentos: origem, fundador e proposta inicial

João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2013, após construir carreira em consultoria, auditoria e finanças corporativas. Desde o início, a proposta da casa foi atender investidores de alta renda por meio de gestão de recursos e wealth management, em um mercado que começava a se sofisticar no Brasil.

Ao longo dos primeiros anos, a Reag estruturou fundos e veículos voltados a multimercados, crédito privado, FIDCs e FIPs. Com isso, combinando soluções de investimento com serviços financeiros complementares. Esse desenho permitiu à gestora ganhar escala e ampliar sua base de clientes institucionais e patrimoniais.

Crescimento acelerado e números que chamaram atenção

Entre 2020 e 2025, a Reag Investimentos atravessou seu período de maior expansão. O patrimônio sob gestão avançou de forma expressiva, alcançando cerca de R$ 300 bilhões no pico, segundo estimativas de mercado. Nesse intervalo, a casa passou a administrar mais de 600 fundos, com patrimônio líquido superior a R$ 230 bilhões.

A Reag impulsionou esse crescimento com captação elevada e aquisições estratégicas de outras gestoras e equipes especializadas, sobretudo em crédito estruturado. Ainda assim, a velocidade da expansão começou a gerar questionamentos no mercado sobre governança, controles internos e a capacidade operacional do grupo.

Da Faria Lima à bolsa: a chegada ao Novo Mercado

Como parte da estratégia de consolidação, a Reag Investimentos avançou para o mercado de capitais. A gestora ingressou no Novo Mercado da B3 por meio de uma reorganização societária que transformou a antiga GetNinjas na Reag Capital Holding, com ações negociadas sob o ticker REAG3.

A listagem ampliou a visibilidade da empresa e reforçou sua ambição de se posicionar como uma plataforma financeira integrada. Ao mesmo tempo, elevou o nível de cobrança por transparência, auditoria independente e aderência a padrões mais rigorosos de governança corporativa.

Investigações, mudanças internas e o elo com o caso Master

A partir de 2025, a Reag Investimentos passou a ser citada em investigações da Polícia Federal relacionadas a esquemas financeiros complexos. No mesmo período, ganhou força o caso do Banco Master, alvo de medidas do Banco Central e apurações sobre operações envolvendo carteiras de ativos e transações com o BRB, com valores mencionados na casa de R$ 12 bilhões.

Nesse contexto, João Carlos Mansur deixou funções executivas, renunciando ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro de 2025. O ambiente de pressão regulatória e reputacional antecedeu a decisão do Banco Central de liquidar extrajudicialmente a CBSF. Na ocasião, o BC apontou falhas no cumprimento das normas do SFN.

Saiba mais sobre a liquidação envolvendo a Reag Investimentos noticiado nesta quinta-feira

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Por que a Reag Investimentos virou alerta no Sistema Financeiro Nacional

Embora classificada como instituição de baixa relevância sistêmica, a Reag operava em segmentos sensíveis, como DTVM, câmbio e estruturas complexas de fundos. Para o regulador, falhas nesses mecanismos podem comprometer a confiança do mercado, mesmo quando o impacto direto é limitado.

Com a liquidação extrajudicial, foram acionadas medidas como indisponibilidade de bens, nomeação de liquidante e abertura do processo de habilitação de crédito. Assim, a resposta à pergunta o que é a Reag Investimentos passa, agora, por uma leitura mais cautelosa: a de uma casa que cresceu rápido, ganhou escala e visibilidade. Porém, acabou enfrentando o custo regulatório de controles considerados insuficientes.

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