O preço de importados dos EUA registrou alta acumulada de 0,4% entre setembro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Escritório de Estatísticas do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (15/01). O avanço ocorreu apesar da paralisação de 43 dias do governo federal, que interrompeu a coleta regular de dados em outubro e alterou a divulgação mensal tradicional.
Nesse cenário, o órgão deixou de publicar as variações completas de outubro e novembro. Ainda assim, índices calculados a partir de dados não provenientes de pesquisas permitiram observar a tendência de alta no período. Para o leitor e para o mercado, o dado indica pressão moderada sobre custos externos, mesmo em um contexto de instabilidade institucional.
Além disso, o preço de importados dos EUA subiu 0,1% no acumulado de 12 meses até novembro. A paralisação, a mais longa da história do país, também impediu a produção do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de outubro. Embora o Índice de Preços ao Produtor (PPI) tenha mantido a coleta, o atraso no processamento afetou a leitura integrada dos indicadores.
Principais dados do período:
- Alta acumulada de 0,4% entre setembro e novembro
- Avanço de 0,1% em 12 meses até novembro
- Combustíveis importados: queda de 2,5% no bimestre e recuo de 6,6% em 12 meses
- Alimentos importados: baixa de 0,7% em novembro, após alta de 1,4% em outubro
- Núcleo de importados (sem alimentos e combustíveis): alta de 0,9% em 12 meses
Preço de importados dos EUA e o impacto na inflação
Nesse contexto, alguns componentes dos preços de importados alimentam o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), referência utilizada pelo Federal Reserve para perseguir a meta de inflação de 2%. A alta do núcleo reflete, sobretudo, a desvalorização do dólar frente às moedas dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Por fim, o preço de importados dos EUA reforça o sinal de pressão externa moderada, com efeitos diretos sobre inflação, política monetária e cadeias globais de suprimentos.











