Safra de soja cresce dois dígitos e mira novo recorde nacional

A safra de soja 2025/26 pode atingir 182,2 milhões de toneladas, segundo a Agroconsult. Clima favorável, maior produtividade e expansão de área sustentam a projeção recorde no Brasil.
Safra de soja brasileira com grãos colhidos em destaque
Grãos de soja representam a safra de soja 2025/26, que pode alcançar volume histórico segundo projeção da Agroconsult. Foto: Freepik

A safra de soja brasileira pode alcançar um novo recorde em 2025/26, com produção estimada em 182,2 milhões de toneladas, segundo a Agroconsult. O volume projetado representa avanço de 10,1% sobre o ciclo anterior e reforça o peso do grão na pauta agrícola nacional.

Esse resultado decorre, principalmente, da recuperação das condições climáticas após a seca no plantio. Entre novembro e dezembro, a consultoria mapeou chuvas entre 200 mm e 300 mm, o que sustentou revisões positivas de produtividade. Assim, a média nacional deve chegar a 62,3 sacas por hectare, acima das 60 sacas do último ciclo.

Safra de soja: produtividade e área em números

Estados como Paraná e Mato Grosso devem registrar 65 sacas por hectare, enquanto Goiás e Bahia podem atingir 66 sacas. Já Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins permanecem em faixa intermediária. Por outro lado, o Rio Grande do Sul exige atenção, com potencial estimado em 52 sacas por hectare.

Além disso, a área plantada tende a crescer 2,1%, alcançando 48,8 milhões de hectares. Embora o ritmo seja menor que a média da última década, o avanço reflete manutenção de investimentos, adoção tecnológica e maior regularidade climática.

Por fim, a safra de soja será acompanhada de perto pelo Rally da Safra, que mobiliza 23 equipes técnicas entre janeiro e março. A leitura desses dados deve orientar decisões estratégicas do agronegócio brasileiro.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na cobertura editorial e analítica de economia e negócios, e colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

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