Os leilões de imóveis iniciam 2026 com uma oferta concentrada em janeiro, reunindo cerca de 680 propriedades colocadas à venda por Caixa Econômica Federal e Banco Itaú. Os certames ocorrem em datas distintas ao longo do mês e são realizados de forma integralmente digital, permitindo participação remota de compradores em todo o país. O volume inclui casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais, distribuídos por diferentes faixas de preço e regiões.
O calendário chama atenção porque combina escala e diversidade. Além disso, os bancos estruturaram condições variadas de pagamento, o que amplia o leque de perfis interessados. Em um contexto de crédito mais seletivo, os leilões de imóveis passam a ocupar espaço relevante na estratégia de aquisição, tanto para moradia quanto para investimento.
Foco da Caixa no setor imobiliário
No dia 19 de janeiro, a Caixa concentra o maior certame do mês, com 440 imóveis espalhados pelo Brasil. A maior parte está localizada no Sudeste, embora haja opções em todas as regiões. Predominam unidades residenciais, mas o portfólio também inclui terrenos e alguns ativos comerciais.
Os lances iniciais partem de cerca de R$ 20 mil, com descontos que podem alcançar até 50% sobre o valor de avaliação, conforme informado pela instituição. Um ponto relevante é que parte dos lotes admite financiamento imobiliário, uso do FGTS e até enquadramento no Minha Casa, Minha Vida. Ainda assim, cada imóvel segue regras próprias, detalhadas no edital específico.
Estratégia do Itaú nos leilões de imóveis
O Itaú adota um desenho distinto, com dois leilões em janeiro. No dia 16, são ofertados cerca de 120 imóveis, com valores que variam de pouco mais de R$ 60 mil até cifras superiores a R$ 2 milhões. Nesse caso, os compradores podem optar por parcelamento em até 78 vezes ou desconto para pagamento à vista, dependendo do lote.
Já no dia 19, o banco leva a leilão 122 imóveis distribuídos em 14 estados. Os lances iniciais começam em torno de R$ 17,8 mil e incluem terrenos, casas, apartamentos e unidades em condomínios fechados. Há ofertas em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, além de municípios do entorno do Distrito Federal.
Atenção operacional e leitura de mercado
A participação nos leilões de imóveis exige cadastro prévio nas plataformas das leiloeiras parceiras e leitura cuidadosa do edital. É ali que constam informações sobre ocupação, débitos de IPTU e condomínio, além das condições de pagamento. Mesmo dentro de um mesmo certame, as regras variam lote a lote.
Do ponto de vista de mercado, a concentração de leilões em janeiro indica a busca dos bancos por acelerar a alienação de ativos retomados. Para o comprador, o cenário reforça que informação e análise são determinantes na decisão em leilões de imóveis, especialmente em um ambiente financeiro que privilegia planejamento e cautela.











