A produção industrial dos EUA avançou 0,4% em dezembro frente a novembro. Assim, superou a previsão média de 0,1% dos analistas ouvidos pela FactSet. O dado, divulgado pelo Federal Reserve nesta sexta-feira (16), indica um encerramento de 2025 mais forte para a indústria. Além disso, o desempenho ficou acima das projeções mais recentes do mercado.
Ao mesmo tempo, o Fed revisou o resultado de novembro. A variação passou de 0,2% para 0,4%. Com isso, as contas do quarto trimestre foram ajustadas para cima. Esse ajuste redesenha a leitura da atividade produtiva americana no fim do ano. Segundo o banco central, a trajetória recente ficou mais consistente do que a indicada inicialmente.
Revisões e níveis de utilização da capacidade
Os números de novembro foram recalculados pelo Fed. Agora, mostram que a indústria dos EUA operava em ritmo mais intenso do que se estimava. Dessa forma, a revisão altera a comparação sequencial. Além disso, modifica a base estatística para o início de 2026. Ainda assim, não houve mudança estrutural nos dados, o que afeta sobretudo a análise de curto prazo.
Outro indicador relevante também avançou. A utilização da capacidade instalada chegou a 76,3% em dezembro. Em novembro, o nível revisado foi de 76,1%, enquanto outubro marcou 75,8%. Esse avanço indica maior uso do parque industrial. Ao mesmo tempo, aponta redução de ociosidade, sem sinalizar pressão inflacionária imediata.
A leitura econômica mais ampla
A produção industrial dos EUA segue como termômetro da atividade real. Isso ocorre mesmo em um ciclo no qual o setor de serviços recebe maior atenção. Ainda assim, a indústria continua balizando a saúde da economia. Nesse contexto, a combinação entre avanço mensal e revisões sugere mais dinamismo no fim de 2025.
Esse cenário favorece uma reavaliação por investidores e formuladores de política monetária. Afinal, a leitura da atividade influencia a trajetória de crescimento em 2026. Embora represente apenas parte da economia, o desempenho acima do esperado pode ajustar estimativas de curto prazo do Produto Interno Bruto (PIB).
Além disso, os dados entram no radar das empresas. Muitas dependem desses indicadores para calibrar estoques, contratações e investimento em capacidade. Isso ocorre em um ambiente global ainda marcado por incertezas na demanda e nas cadeias produtivas.
No conjunto, a produção industrial dos EUA aponta para uma base de atividade mais firme na virada do ano. As revisões, por sua vez, reforçam a necessidade de incorporar esses números aos modelos macroeconômicos e às projeções para os próximos meses.











