O impacto econômico do carnaval no Rio de Janeiro deve ganhar nova dimensão em 2026. Na última sexta-feira (16), estimativas da Riotur indicaram que a festa pode repetir ou até superar os R$ 5,7 bilhões movimentados no ano passado, valor impulsionado por turismo, comércio e serviços.
Esse volume financeiro não se concentra mais apenas nos dias oficiais de desfiles e blocos. A programação se estende por cerca de 37 dias, envolvendo ensaios técnicos, eventos de pré-carnaval e atrações espalhadas por diferentes bairros, o que amplia o alcance econômico da festa.
Impacto econômico do carnaval do Rio e a cadeia produtiva
A expansão do calendário alterou a dinâmica da cadeia produtiva ligada ao carnaval do Rio de Janeiro. A produção de fantasias, adereços, figurinos e instrumentos passou a ocorrer com semanas de antecedência, exigindo planejamento industrial e logístico mais elaborado.
Segundo Bernardo Fellows, presidente da Riotur, a descentralização da festa traz desafios operacionais. Para ele, a ocupação distribuída ao longo do mês demanda integração entre mobilidade urbana, fluxo de pessoas e a rotina da cidade, sobretudo em áreas fora do eixo tradicional da folia.
Esse cenário fortalece pequenos negócios, fornecedores locais e empresas de eventos, ao mesmo tempo em que atrai grandes marcas interessadas em ativações comerciais durante o período carnavalesco.
Consumo, varejo e comportamento do comércio
No comércio, a expectativa é de crescimento de 5% nas vendas em relação ao carnaval anterior, de acordo com estimativas do SindilojasRio e do CDLRio. O funcionamento das lojas será permitido ao longo do feriado, com exceção da terça-feira, 17 de fevereiro, feriado estadual.
Aldo Gonçalves, presidente das entidades, afirma que vestuário, calçados e acessórios devem concentrar a maior parte da demanda no carnaval do Rio de Janeiro. Artigos de beleza, maquiagem e produtos voltados para eventos também aparecem entre os segmentos mais procurados.
A experiência da Dimona ilustra essa antecipação do consumo. O sócio e diretor de Marketing da empresa, Leo Zonenschein, estima a circulação de 70 mil peças no período, entre coleções e eventos, além de crescimento de 60% nas vendas, reflexo da preparação antecipada.
Rio de Janeiro: impacto econômico do carnaval no turismo e transportes
O turismo reforça o impacto econômico do carnaval em 2026. A previsão é de aumento de 18% no número de turistas internacionais, segundo Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, com taxa de ocupação projetada em 98,62%.
Na logística, a Rodoviária do Rio de Janeiro espera 535 mil passageiros entre 12 e 23 de fevereiro, período do carnaval, com reforço de 945 ônibus extras. Plataformas como a Buser projetam alta de 72% nas viagens no sábado de carnaval, além de 42 mil desembarques na cidade.
Esse conjunto de indicadores mostra que o impacto econômico do carnaval deixou de ser episódico no Rio de Janeiro. A festa se consolidou como uma engrenagem permanente da economia carioca, com efeitos distribuídos no tempo e no território urbano.











