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Prazo de pagamento no FGC é definido para credores do Banco Master

O prazo de pagamento no FGC define até 2030 a janela para credores do Banco Master pedirem ressarcimento. Entenda datas, limites de garantia e como o cronograma afeta o investidor.
Prazo de pagamento no FGC para investidores do Banco Master
Investidores acompanham calendário do FGC após liquidação do Banco Master. Imagem: Reprodução Banco Master

O prazo de pagamento no FGC tornou-se um ponto central para investidores afetados pela liquidação do Banco Master. No sábado (17/01), o Fundo Garantidor de Créditos iniciou o processo de ressarcimento, mas o acesso aos valores depende de solicitação ativa do credor dentro do limite legal estabelecido.

A contagem desse prazo começou em 18 de novembro de 2025, data em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição. A partir desse marco regulatório, o investidor tem cinco anos para exercer o direito à garantia, o que empurra o limite final para 18 de novembro de 2030.

Regra dos cinco anos nos prazos de pagamento

O regulamento do Fundo prevê que o prazo de pagamento no FGC não é automático nem imediato. O investidor precisa acessar o site ou aplicativo oficial, realizar cadastro e validar seus dados para que o pedido seja processado.

Esse intervalo de cinco anos funciona como salvaguarda jurídica, mas exige organização financeira. Após o vencimento do prazo, o direito ao ressarcimento prescreve, mesmo que o valor esteja dentro do limite garantido. Por isso, o controle de datas passa a ser parte do planejamento patrimonial do credor.

Além disso, o caso Master ganhou escala relevante. O próprio FGC informou que cerca de 800 mil credores têm direito à cobertura, o que corresponde a R$ 40,6 bilhões. Esse volume amplia a complexidade operacional do pagamento.

Limites de cobertura e impacto financeiro

O fundo garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor, regra que afeta quem mantinha recursos em diferentes bancos liquidados no mesmo período.

Produtos como CDB, RDB, LCI, LCA, LCD, conta corrente e poupança entram na cobertura. Valores acima do limite ficam sujeitos ao processo de liquidação, sem garantia do fundo, o que reforça a importância de acompanhar o prazo de pagamento no FGC com atenção.

Prazo de pagamento no FGC e estratégia do investidor

Do ponto de vista econômico, o cronograma diluído reduz pressão imediata sobre o caixa do fundo, mas transfere responsabilidade ao investidor. A ausência de automatismo cria um filtro relevante: só recebe quem age dentro do prazo e cumpre as etapas exigidas.

Nesse contexto, o prazo de pagamento no FGC deixa de ser apenas uma formalidade jurídica e passa a integrar a gestão de risco bancário. Em um ambiente de maior fiscalização e liquidações pontuais, acompanhar regras, datas e limites tornou-se parte estrutural da tomada de decisão financeira.

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