A inflação de São Paulo em janeiro desacelerou na segunda quadrissemana, ao registrar alta de 0,35%, após variação de 0,39% na leitura anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19/01) pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). O resultado reflete uma acomodação parcial do índice, apesar de pressões concentradas em grupos específicos.
Na decomposição do indicador, a leitura intermediária de janeiro mostra que a perda de ritmo do índice geral não ocorreu de forma homogênea. Pelo contrário, enquanto alguns segmentos ampliaram reajustes, outros aprofundaram quedas ou reduziram a intensidade das altas, criando um efeito de compensação no resultado agregado.
Inflação de São Paulo em janeiro e os vetores de alta
No IPC-Fipe, o segmento Transportes, um dos vários vetores analisados pelo levantamento, voltou a exercer pressão relevante sobre a inflação de São Paulo em janeiro. O grupo acelerou de 1,13% para 1,36%, mantendo-se entre os principais focos de avanço no período. Já Educação apresentou a maior variação entre os componentes, ao saltar de 0,83% para 1,86%, movimento associado a reajustes concentrados no início do ano letivo.
Além disso, Vestuário ampliou levemente a alta, de 0,96% para 1,00%, enquanto Saúde passou de 0,04% para 0,10%. Esses quatro grupos explicam por que, mesmo com a desaceleração do índice geral, parte do custo de vida seguiu sob pressão na capital paulista.
Fatores de contenção da inflação de São Paulo em janeiro
Por outro lado, a inflação de São Paulo encontrou limites mais claros em segmentos sensíveis ao consumo doméstico em janeiro. O grupo de Habitação aprofundou a deflação, de -0,09% para -0,18%, tornando-se o principal vetor de alívio do índice na segunda quadrissemana.
O grupo de Alimentação também contribuiu para conter o avanço dos preços, ao reduzir a alta de 0,27% para cerca de 0,21%. Em paralelo, Despesas Pessoais desacelerou de 0,66% para 0,20%, sinalizando perda de tração em serviços de consumo recorrente.
Custo de vida em São Paulo no início do ano
A leitura da segunda quadrissemana indica que o custo de vida em São Paulo no início do ano permanece marcado por ajustes concentrados, sobretudo em serviços e itens regulados. A combinação entre pressão em Educação e Transportes e recuos em Habitação ajuda a explicar o comportamento do índice no período.
Na prática, a análise do IPC-Fipe sugere que a inflação de São Paulo em janeiro avança de forma seletiva, com impactos distintos sobre o orçamento das famílias. O comportamento das próximas leituras será determinante para avaliar se essa acomodação se sustenta ao longo do mês.











