O Projeto Araxá pode abrigar um volume maior de terras raras e nióbio do que o estimado atualmente, após novos resultados de sondagens em Minas Gerais. A mineradora australiana St George Mining informou que identificou mineralização de alto teor fora da área considerada na estimativa oficial de recursos do empreendimento.
A St George Mining divulgou o anúncio em fato relevante nesta segunda-feira (19/01). Assim, o mercado reagiu de forma imediata, com as ações da mineradora australiana avançando cerca de 5%, diante da leitura positiva sobre o potencial adicional do ativo mineral.
Leia também: Investimentos em terras raras avançam com diálogo entre EUA e mineradoras no Brasil
Projeto Araxá e os novos dados de terras raras
As perfurações apontaram intervalos espessos de terras raras e nióbio, inclusive desde a superfície, em áreas fora do cálculo atual de recursos. Em um dos furos, a St George Mining identificou 100,6 metros de rocha mineralizada, com teor médio de 4,82% de óxidos de terras raras (TREO) e 0,64% de nióbio. Dentro desse intervalo, há trechos de 25,5 metros com 6,55% de TREO e segmentos que superam 9%, números acima do padrão observado em projetos economicamente viáveis.
Atualmente, o Projeto Araxá conta com um recurso mineral estimado em 40,6 milhões de toneladas, com teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras. Nesse cenário, a empresa avalia que os novos dados podem sustentar uma atualização da estimativa ainda neste trimestre, mantendo o Projeto Araxá como um ativo estratégico diante da demanda global por minerais críticos.











