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CVM questiona Fictor após denúncias sobre contratos com retornos elevados

A CVM questiona Fictor após denúncias sobre contratos com retornos acima do mercado. Entidade de assessores pede análise sobre legalidade das ofertas e o modelo de distribuição aos investidores. Continue lendo e saiba mais.
CVM questiona Fictor em análise sobre contratos de investimento
Comissão de Valores Mobiliários analisa denúncias envolvendo contratos ofertados pela Fictor. (Foto: Divulgação/Fictor/YouTube)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questiona a Fictor após o recebimento de denúncias envolvendo contratos que prometem rendimentos acima do padrão do mercado. A Fictor é uma instituição financeira com atuação declarada nos setores de alimentos, infraestrutura e finanças e que, recentemente, chegou a negociar a aquisição do Banco Master.

Os questionamentos chegaram ao regulador por meio de uma consulta formal da Associação Brasileira de Assessores de Investimento (Abai), que pede avaliação sobre possível oferta irregular de valores mobiliários. Segundo os relatos, investidores enfrentam atrasos em repasses desde o fim de 2025 em aplicações estruturadas como Sociedades em Conta de Participação (SCP).

CVM questiona Fictor e os retornos prometidos

Os contratos atribuídos à empresa indicam ganhos entre 2% e 3% ao mês, patamar acima do observado em produtos tradicionais de renda fixa. Para comparação, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) costumam render cerca de 1% ao mês, enquanto a taxa Selic está em 15% ao ano.

Na leitura da Abai, a promessa de retorno pré-definido, combinada com expectativa de lucro e divulgação a um público amplo, aproxima essas operações do conceito de Contratos de Investimento Coletivo, que exigem registro prévio e supervisão da CVM.

Modelo de distribuição e alertas de compliance

Outro ponto destacado no caso em que CVM questiona a Fictor envolve a estratégia comercial. O pedido menciona o pagamento de rebates de até 2% sobre o valor investido a assessores, prática considerada agressiva. Segundo a entidade, esse incentivo teria estimulado a venda fora de corretoras e distribuidoras reguladas, levando ao descredenciamento de profissionais por áreas internas de compliance.

Além disso, os recursos dos investidores seriam direcionados diretamente às contas das sócias ostensivas, sem custódia independente, auditoria recorrente ou fiscalização contínua. Há ainda relatos de ausência de extratos formais e de prazos de resgate que podem chegar a 60 dias.

Fictor e a tentativa de compra do Banco Master

A Fictor ganhou maior visibilidade no mercado financeiro após negociar a aquisição do Banco Master por cerca de R$ 3 bilhões em novembro de 2025, às vésperas da liquidação da instituição. A operação não avançou, mas colocou a companhia no radar de agentes do mercado e reguladores, ao sinalizar ambições de expansão no setor financeiro regulado.

Nesse contexto, o cenário em que o CVM questiona a Fictor ganham peso adicional. A tentativa de compra de um banco pressupõe padrões elevados de governança, transparência e conformidade regulatória. O que, portanto, amplia a atenção sobre a estrutura dos produtos ofertados pela empresa fora do sistema bancário tradicional.

CVM questiona Fictor: próximos desdobramentos

Mesmo sobre o fato de que a CVM questiona Fictor, não há confirmação pública de abertura de processo administrativo sancionador. Caberá ao regulador avaliar se as operações se enquadram como valores mobiliários e se houve oferta ao público fora das regras do mercado de capitais.

O caso amplia a atenção sobre estruturas alternativas de investimento em um ambiente de juros elevados e maior rigor regulatório. Inclusive, com potencial de influenciar o entendimento sobre limites de atuação desse tipo de operação no mercado financeiro.

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