A União Europeia passou a despertar maior interesse no Brasil, após a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, concluído no último sábado (17). O bloco reúne hoje 27 países em um arranjo institucional que combina integração econômica, coordenação política e regras comuns, com impacto direto sobre comércio, investimentos e circulação de pessoas em escala continental.
A origem do bloco remonta ao pós-guerra europeu, quando acordos econômicos buscaram reduzir conflitos e estimular crescimento conjunto. O primeiro passo ocorreu em 1944, com o Benelux, união entre Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos. A partir daí, França, Itália e Alemanha aderiram à Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, embrião de uma estrutura que se ampliaria ao longo das décadas seguintes.
A União Europeia na prática
Em termos práticos, a União Europeia deve compreender seu modelo de integração. O bloco funciona como um mercado comum, no qual bens, serviços, capitais e cidadãos circulam com menos barreiras internas. Esse arranjo foi consolidado juridicamente pelo Tratado de Maastricht, assinado em 1992, que definiu bases para políticas econômicas coordenadas e cooperação institucional ampliada.
Outro diferencial está na união monetária. Parte dos países adotou o euro como moeda, administrada pelo Banco Central Europeu, criando a chamada Zona do Euro. Esse sistema impõe regras fiscais, disciplina monetária e coordenação financeira, o que posiciona o bloco como referência em integração econômica entre Estados soberanos.
Como funciona o bloco europeu hoje
O funcionamento cotidiano da União Europeia depende de instituições supranacionais. O Parlamento Europeu representa os cidadãos, enquanto o Conselho da União Europeia e o Conselho Europeu articulam decisões entre governos nacionais. Já a Comissão Europeia atua como órgão executivo e guardiã dos tratados, propondo legislações e monitorando seu cumprimento.
Atualmente, a União Europeia conta com 27 países-membros, após a saída do Reino Unido em 2020. O processo de ampliação permanece ativo, com candidaturas em avaliação, embora sujeito a critérios econômicos, jurídicos e políticos rigorosos.
| Nº | País membro da União Europeia |
|---|---|
| 1 | Alemanha |
| 2 | Áustria |
| 3 | Bélgica |
| 4 | Bulgária |
| 5 | Chéquia (República Tcheca) |
| 6 | Chipre |
| 7 | Croácia |
| 8 | Dinamarca |
| 9 | Eslováquia |
| 10 | Eslovênia |
| 11 | Espanha |
| 12 | Estônia |
| 13 | Finlândia |
| 14 | França |
| 15 | Grécia |
| 16 | Hungria |
| 17 | Irlanda |
| 18 | Itália |
| 19 | Letônia |
| 20 | Lituânia |
| 21 | Luxemburgo |
| 22 | Malta |
| 23 | Países Baixos (Holanda) |
| 24 | Polônia |
| 25 | Portugal |
| 26 | Romênia |
| 27 | Suécia |
A relação do Brasil com a União Europeia
Ao observar a União Europeia sob a ótica brasileira, o bloco aparece como parceiro comercial estratégico. Em 2023, a corrente de comércio entre Brasil e União Europeia somou US$ 91,7 bilhões, com leve superávit brasileiro. O relacionamento também envolve investimentos diretos, cooperação científica e diálogo regulatório em diversas áreas.
No contexto do acordo com o Mercosul, a União Europeia amplia sua presença econômica na América do Sul, enquanto o Brasil busca maior acesso a mercados, tecnologia e capital europeu. Entender o que é e a importância da União Europeia ajuda a compreender por que esse bloco segue como ator central nas decisões econômicas globais.











