As demissões no Grupo EP atingiram ao menos 16 profissionais desde janeiro de 2026, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP). Os cortes alcançaram equipes de televisão, rádio e plataformas digitais mantidas pelo conglomerado no interior paulista e mineiro, com encerramento de operações em praças estratégicas.
Foram desligados jornalistas da EPTV Araraquara, EPTV Central, CBN Campinas, CBN Ribeirão Preto, EP FM Araraquara e de duas redações do portal ACidadeOn. Entre os dispensados está um dirigente regional do sindicato, ponto que, segundo a entidade, entra em conflito com garantias legais de estabilidade.
As demissões do Grupo EP e a versão da empresa
Em nota, o grupo afirmou que os desligamentos fazem parte de uma reestruturação estratégica, após análise de cada área. A empresa sustenta que fechou 2025 com contas em ordem e iniciou 2026 com novos desafios editoriais, mantendo-se como o maior grupo de comunicação de sua região.
O SJSP, porém, relata que a explicação apresentada internamente foi de dificuldade para equilibrar despesas e receitas. Essa divergência ampliou a tensão nas redações, sobretudo diante da redução simultânea de equipes e fechamento de unidades locais.
Cortes, números e alcance regional
Além dos 16 desligamentos confirmados, acredita-se que o total pode superar 50 profissionais, incluindo funcionários da EPTV em Varginha, em Minas Gerais. O grupo não confirmou oficialmente o número, mas a informação reforça a percepção de um ajuste mais amplo.
O Grupo EP opera afiliadas da Globo, rádios CBN e portais digitais com forte presença no jornalismo local, modelo que depende de capilaridade e equipes enxutas para coberturas regionais contínuas.
Grupo EP diante de novos contratos
As demissões ocorrem paralelamente à vitória do Grupo EP em um pregão eletrônico da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O contrato, válido a partir de fevereiro, prevê R$ 26,9 milhões por ano para a gestão do canal de TV institucional e das redes sociais do Legislativo paulista.
Para profissionais ouvidos pelo setor, o contraste entre cortes internos e a ampliação de contratos públicos levanta dúvidas sobre prioridades operacionais. Analistas de mídia avaliam que o caso reflete pressões sobre o modelo econômico da comunicação regional, cada vez mais dependente de receitas institucionais, enquanto busca manter relevância editorial em um ambiente digital competitivo.










