A duplicata escritural passou a ser tratada por agentes do mercado como a nova base operacional do crédito com recebíveis no Brasil. A consolidação do modelo altera rotinas, contratos e a relação entre empresas, financiadores e registradoras.
Segundo Geldo Machado, presidente do SINFAC Nordeste e da Câmara Financeira, o novo sistema amplia a previsibilidade das operações. Para ele, a padronização fortalece a confiança entre empresas e financiadores e reduz fragilidades históricas do fomento comercial.
Duplicata escritural e o novo desenho do crédito
A duplicata escritural elimina o papel físico e centraliza registros em plataformas autorizadas, permitindo maior rastreabilidade dos títulos. De acordo com Geldo Machado, essa estrutura melhora a transparência e reduz riscos operacionais associados a fraudes e duplicidades.
Além disso, o modelo cria um ambiente mais seguro para análise de crédito, favorecendo o acesso de pequenas e médias empresas a financiamentos lastreados em recebíveis.
Avanço regulatório e adaptação do setor
A consolidação da duplicata escritural exige ajustes tecnológicos e jurídicos por parte dos agentes. Registradoras, fundos e empresas de fomento precisam adaptar sistemas e processos para operar no novo padrão.
Nesse contexto, SINFAC Nordeste, CRDC, CERC, Solis Investimento e a Câmara Financeira promovem, em fevereiro, um evento em Fortaleza para discutir impactos regulatórios e oportunidades do novo modelo.
Duplicata escritural e estratégia competitiva
Para o setor, antecipar adaptações se tornou fator competitivo. Geldo Machado avalia que quem estruturar processos desde já tende a operar com menor custo e maior segurança.
A duplicata escritural, portanto, redefine o ambiente do crédito com recebíveis e reposiciona o fomento comercial em uma lógica mais integrada e controlada.










