A defasagem do Imposto de Renda (IR) permanece elevada no Brasil, mesmo após a ampliação da faixa de isenção para rendas mensais de até R$ 5.000. Segundo o Sindifisco Nacional, a tabela do IR acumula atraso de 157,22%, distorção que persiste apesar da mudança anunciada pelo governo.
O problema decorre da falta de correção integral da tabela do IRPF desde 1996. Embora o governo tenha elevado a isenção, a ausência de ajuste inflacionário mantém contribuintes pagando mais imposto do que pagariam com atualização plena. Assim, a carga cresce sem mudança formal de alíquotas.
Defasagem do Imposto de Renda pressiona a classe média
Dados do Sindifisco indicam que a faixa de isenção deveria estar em R$ 6.694,37 para refletir a inflação acumulada. Um contribuinte com renda mensal de R$ 6.500 paga R$ 535,04 a mais por mês. Já quem recebe R$ 10.000 arca com R$ 1.186,87 adicionais, valor 371,80% superior ao cenário com correção total.
Nesse contexto, a Unafisco Nacional avalia que a ampliação da isenção representa avanço parcial. A entidade destaca que profissionais assalariados seguem afetados pela defasagem da tabela do IR, especialmente em centros urbanos.
Sem correção ampla, a defasagem do Imposto de Renda continua a gerar aumento implícito da tributação, com impacto direto sobre renda disponível, consumo e planejamento financeiro.











