Os empregos na indústria caem no levantamento mais recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apesar do avanço do faturamento, sinalizando cautela das empresas diante do ambiente de juros altos.
Segundo a entidade, a desaceleração do mercado de trabalho industrial reflete os efeitos acumulados do aperto monetário e a perda gradual de fôlego da atividade ao longo do segundo semestre. Mesmo com sinais pontuais de melhora na receita, as empresas seguem mais conservadoras na gestão de pessoal, diante do custo elevado de ajustes no quadro de trabalhadores.
Os dados mostram que o faturamento real da indústria registrou alta de 1,2% na comparação mensal. Em sentido oposto, o emprego industrial recuou 0,2%, marcando a terceira queda consecutiva. Desde setembro, o nível de emprego acumula retração de 0,6%. Ainda assim, no acumulado do ano até o período mais recente, o saldo permanece positivo, com crescimento de 1,7%.
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Empregos na indústria caem: os números mais recentes
- Faturamento real da indústria: alta de 1,2%
- Emprego industrial: queda de 0,2% no período
- Terceira retração consecutiva no número de vagas
- Recuo acumulado desde setembro: 0,6%
- Alta no acumulado do ano: 1,7%
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os empregos na indústria caem porque o ajuste no quadro de pessoal ocorre com defasagem. Segundo ele, a elevação da taxa Selic iniciada no ano passado reduziu a disposição para novas contratações. Isso ocorre mesmo diante de avanços pontuais no faturamento.











