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O crédito imobiliário em 2026 deve registrar uma aceleração relevante após um desempenho mais contido no ano anterior. É o que projeta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que estima expansão de pelo menos 16% no volume de financiamentos este ano.
Em comparação, o crédito imobiliário cresceu 3% em 2025, com volume total de R$ 324 bilhões, acima dos R$ 316 bilhões registrados em 2024. Apenas em dezembro, as concessões somaram cerca de R$ 10,3 bilhões, avanço de 6,1% na comparação anual, sinalizando um fechamento de ano mais firme.
Crédito imobiliário em 2026 e a leitura dos números recentes
A base para a projeção do crédito imobiliário em 2026 está no desempenho observado ao longo de 2025, quando o volume total financiado atingiu R$ 324 bilhões, alta de 3% em relação a 2024. O resultado refletiu comportamentos distintos entre as fontes de financiamento, com avanço mais consistente em linhas específicas.
Os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 138 bilhões em 2025, crescimento de 9%. Além disso, para 2026, a Abecip projeta aumento mais moderado, próximo de 5%, mantendo o FGTS como eixo do crédito habitacional voltado à renda média.
Avanço dos recursos livres redefine o financiamento habitacional
Um dos vetores centrais para o crédito imobiliário medido em 2026 é a expansão das operações com recursos livres. Em 2025, esse segmento passou de R$ 9 bilhões para R$ 31 bilhões. Tratando-se, portanto, de uma alta de 246%, impulsionada por instrumentos como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Para 2026, a Abecip estima novo avanço de cerca de 66% nessas operações. A avaliação da entidade é que o mercado de capitais vem ganhando espaço no financiamento habitacional. Além disso, reduzindo a dependência de fontes tradicionais e ampliando a diversificação do funding.
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Crédito imobiliário em 2026 sob nova lógica de funding
Esse redesenho ocorre em paralelo à perda de espaço da poupança como principal fonte de recursos do setor. Em 2025, o uso da caderneta recuou 13%, para R$ 156 bilhões, queda menor do que a retração de 17% projetada anteriormente pela Abecip.
Segundo a presidente da entidade, Priscilla Ciolli, a menor atratividade da poupança em um ambiente de juros elevados leva investidores a buscar alternativas atreladas ao CDI. Além disso, a executiva também aponta que o acesso facilitado a novos produtos financeiros, especialmente via plataformas digitais, reforça essa transição estrutural no financiamento do crédito imobiliário em 2026.











