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As vendas da Starbucks no 4T25 cresceram pelo segundo trimestre consecutivo e vieram acompanhadas de uma expansão da receita, indicando melhora operacional após um longo período de retração. No trimestre fiscal encerrado em 28 de dezembro, a companhia elevou sua receita em 6%, para US$ 9,9 bilhões, superando o consenso de Wall Street.
O avanço foi impulsionado por crescimento de 4% nas vendas em “mesmas lojas”, indicador que reflete o desempenho da base já existente da Starbucks em sua operação global. O resultado ganhou relevância por marcar a segunda leitura positiva seguida após meses de queda no tráfego e pressão sobre o desempenho comercial da maior rede de cafeterias do planeta.
Vendas da Starbucks e retomada do tráfego nos EUA
Nos Estados Unidos, principal mercado da empresa, as vendas da Starbucks em mesmas lojas avançaram 4%, sustentadas por um aumento de 3% no tráfego. Foi, portanto, a primeira expansão no número de transações em dois anos, com crescimento tanto entre clientes fidelizados quanto entre consumidores ocasionais.
O desempenho doméstico reforçou a leitura de que ajustes operacionais começam a surtir efeito. A empresa vinha enfrentando perda de fluxo nas lojas físicas diante da concorrência de redes mais focadas em pedidos para viagem e delivery.
A estratégia de reestruturação da Starbucks
A reestruturação que impulsiona as vendas da Starbucks é liderada por Brian Niccol, presidente da companhia, que assumiu o comando em 2024, com o objetivo de simplificar a operação, elevar padrões de atendimento e recuperar a frequência dos consumidores. A estratégia envolve investimentos elevados em pessoal, treinamento e modernização das lojas, além da redução da complexidade do cardápio.
Como parte do ajuste, a empresa fechou cerca de 400 cafeterias nos Estados Unidos, cortou cargos corporativos e promoveu mudanças na cúpula executiva. Segundo Niccol, o foco é tornar as lojas mais eficientes e acolhedoras, priorizando experiência no ponto de venda em vez de crescimento desordenado.
Vendas da Starbucks, exterior e pressão sobre o lucro
Fora dos Estados Unidos, as vendas da Starbucks em mesmas lojas cresceram 5%, com destaque para a China, onde o avanço foi de 7%. No trimestre, a companhia anunciou a venda de participação majoritária da operação local a uma gestora chinesa de private equity, buscando fortalecer a presença regional.
Porém, apesar da melhora nas vendas da Starbucks, a rentabilidade seguiu pressionada. O lucro líquido caiu 62%, para US$ 293,3 milhões, impactado por custos elevados com mão de obra, modernização das cafeterias e alta no preço do café. Portanto, o desafio agora é sustentar o crescimento do tráfego ao longo de 2026 para que as vendas da Starbucks consigam, de fato, recompor margens.











