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Vendas voltam a crescer, mas lucro da Starbucks recua no 1º trimestre de 2026

O lucro da Starbucks 2026 caiu no primeiro trimestre fiscal, mesmo com retomada das vendas mesmas lojas e avanço do tráfego, enquanto custos e margens seguem pressionados.
Imagem da fachada da loja de um Starbucks para ilustrar uma matéria jornalística sobre o Lucro da Starbucks.
(Imagem: Şahin Sezer Dinçer/Pixabay)

O lucro do Starbucks registrou forte retração no primeiro trimestre de 2026, encerrado em 28/12, mesmo com sinais claros de recuperação operacional. A companhia apurou lucro líquido de US$ 293,3 milhões no período, queda de 62,4% na comparação anual, refletindo um ambiente de custos mais pressionado.

O lucro por ação caiu de US$ 0,69 para US$ 0,26, enquanto o indicador ajustado alcançou US$ 0,56, abaixo das expectativas do mercado. Ainda assim, a receita líquida avançou 5,3%, para US$ 9,9 bilhões, superando as projeções de analistas, que apontavam vendas de US$ 9,7 bilhões.

Lucro da Starbucks e a reação das vendas

O desempenho comercial mostrou uma mudança positiva. As vendas globais no conceito mesmas lojas cresceram 4%, impulsionadas por alta de 3% no tráfego de clientes. No mesmo trimestre do ano fiscal anterior, esse indicador havia registrado retração de 4%.

Na América do Norte, principal mercado da rede, as vendas mesmas lojas também avançaram 4%, revertendo o desempenho negativo observado um ano antes. Já a operação internacional apresentou crescimento de 5%, sinalizando uma recuperação mais ampla da demanda.

Esses dados reforçam que o lucro da Starbucks 2026 foi impactado menos por volume e mais pela estrutura de custos, em um cenário de retomada gradual do consumo nas cafeterias da marca.

Custos, margens e pressão operacional

Apesar da melhora nas vendas, a rentabilidade seguiu comprimida. A margem operacional ajustada caiu para 10,1%, recuo de 180 pontos-base na comparação anual. A companhia atribui esse desempenho a maiores investimentos em mão de obra, preços elevados do café e efeitos de tarifas.

No trimestre, a Starbucks abriu 128 lojas líquidas e encerrou o período com 41.118 unidades em operação no mundo. A expansão física continua como pilar da estratégia, mesmo em um contexto de maior cautela financeira.

Lucro da Starbucks e a estratégia em curso

A administração manteve o tom construtivo ao comentar os resultados. Segundo o CEO Brian Niccol, a estratégia “Back to Starbucks” avança acima do planejado, com foco na experiência do cliente e na recuperação do tráfego.

Para o ano fiscal de 2026, a empresa projeta lucro por ação ajustado entre US$ 2,15 e US$ 2,40 e estima crescimento mínimo de 3% nas vendas mesmas lojas globais e nos Estados Unidos. O lucro em 2026, portanto, tende a depender do equilíbrio da Starbucks entre expansão comercial e controle mais rigoroso dos custos.

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