A meta fiscal de 2025 foi formalmente cumprida, segundo as estatísticas fiscais divulgadas pelo Banco Central na sexta-feira (30/01). O dado coloca o déficit primário ajustado em R$ 10 bilhões, dentro da margem legal prevista no arcabouço fiscal, mesmo após um ano marcado por pressões sobre as contas públicas.
Pelo critério adotado pela autoridade monetária, o resultado respeita o alvo de déficit zero com banda de tolerância de R$ 31,734 bilhões. A leitura oficial difere da apresentada pelo Tesouro Nacional, mas prevalece para fins legais, conforme determina a lei complementar que rege a política fiscal.
Meta fiscal de 2025 e a conta oficial
A apuração parte de um déficit primário total de R$ 58,687 bilhões em 2025. Desse valor, o governo excluiu R$ 48,683 bilhões em despesas autorizadas fora da meta, como determinados gastos extraordinários. O ajuste levou ao saldo final de R$ 10 bilhões, referência válida para avaliar a meta fiscal de 2025.
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou que a diferença em relação aos números do Tesouro decorre da base inicial utilizada. Enquanto a Fazenda partiu de um déficit maior, o BC trabalhou com um valor agregado distinto, o que altera o resultado final após as deduções.
Regra fiscal e divergência metodológica
O Tesouro Nacional havia informado, um dia antes, um déficit primário total de R$ 61,691 bilhões e um resultado ajustado de R$ 13,008 bilhões. Ainda assim, ambos os cálculos permanecem dentro do intervalo permitido pela meta fiscal de 2025, o que afasta descumprimento formal da regra.
A legislação do arcabouço fiscal define que cabe ao Banco Central divulgar o resultado que valida o cumprimento da meta. Rocha destacou que o BC não calcula as exceções individualmente, mas consolida o dado final, reforçando a separação de atribuições entre os órgãos.
Meta fiscal de 2025 no debate econômico
O fechamento das contas reforça a leitura de que o governo conseguiu manter o resultado primário sob controle técnico, apesar do nível elevado de despesas e do ambiente político sensível. Para analistas, a meta fiscal de 2025 funciona como teste prático da nova regra fiscal.
No curto prazo, o dado tende a reduzir questionamentos institucionais sobre descumprimento da lei. Já no horizonte seguinte, o foco do mercado deve migrar para a qualidade do ajuste e para a dinâmica das despesas, que seguirá como ponto de atenção central da política econômica.











