O preço do petróleo encerrou a sexta-feira (30/01) em queda, após uma sessão marcada por oscilações intensas e ajustes de posições, mesmo depois de um mês de janeiro com ganhos acumulados acima de 13%. O recuo diário ocorreu em um ambiente ainda sensível às tensões no Oriente Médio, que seguem como fator de sustentação no curto prazo.
Os contratos do WTI para março fecharam a US$ 65,21 o barril, com baixa de 0,32%, enquanto o Brent recuou 0,39%, para US$ 69,32. Apesar do ajuste, ambos acumularam valorização expressiva na semana e consolidaram janeiro como um dos períodos mais fortes recentes para a commodity.
Preço do petróleo e a realização após altas recentes
Segundo analistas do MUFG, a sessão refletiu um processo natural de realização de lucros após a forte valorização observada ao longo do mês. O banco avalia que o fortalecimento do dólar e a migração pontual para ativos considerados mais defensivos pressionaram os contratos, mesmo sem alteração relevante nos fundamentos de oferta.
Ainda de acordo com o MUFG, o preço do petróleo segue encontrando suporte no risco geopolítico, que tem se mostrado mais relevante do que as preocupações com uma oferta global considerada confortável. Esse equilíbrio instável explica a dificuldade do mercado em sustentar ganhos adicionais no curto prazo.
Risco geopolítico mantém agentes em alerta
O mercado passou a reavaliar rapidamente o risco associado ao Oriente Médio. O analista afirma que a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã deixou de ser tratada como cenário distante, o que mantém os investidores cautelosos mesmo em sessões de correção.
O discurso mais duro do presidente Donald Trump e o histórico recente de cumprimento de ameaças militares ampliam a incerteza. Esse fator impede ajustes mais profundos no preço do petróleo, mesmo quando dados macroeconômicos globais atuam de forma menos favorável às commodities.
Preço do petróleo sob influência do dólar e do Fed
O recuo observado reflete um ajuste técnico, com redução de posições em meio à volatilidade elevada. A consultoria aponta que o volume negociado permaneceu alto, sugerindo redistribuição entre participantes enquanto o mercado testa a capacidade de se manter nos níveis atuais.
Além disso, o fortalecimento do dólar ganhou impulso após dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos. E a repercussão da possível nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. Para a Capital Economics, Warsh é visto como um nome mais previsível, fator que reforçou a moeda americana e limitou o avanço do preço do petróleo no fechamento.











