Por anos reconhecida como pioneira no comércio digital, a Amazon agora volta a investir no varejo físico. Anunciada esta semana, a megaloja da Amazon, localizada em Orland Park, Illinois, será a maior loja física já projetada pela empresa, com cerca de 21 mil metros quadrados. Segundo o Wall Street Journal, a unidade deve combinar compras presenciais com pedidos feitos por canais digitais, em um modelo ainda inédito para a empresa.
O projeto já recebeu aval do conselho de administração da cidade e pode entrar em operação no próximo ano. A Amazon, inclusive, já está em processo de compra do terreno e deve solicitar autorização para demolir o prédio que há no local e iniciar a construção nas próximas semanas.
Megaloja da Amazon e a lógica do formato híbrido
A proposta da megaloja da Amazon divide o espaço em duas frentes operacionais. Metade da área ficará dedicada à venda de alimentos e mercadorias em geral. Já a outra parte será usada para separação e atendimento de pedidos realizados tanto online quanto dentro da própria loja.
Além disso, consumidores poderão usar quiosques para fazer pedidos digitais e retirar os produtos no caixa enquanto realizam compras presenciais. Segundo Katie Jahnke Dale, advogada que representa a empresa, o desenho do projeto responde ao que a companhia observa hoje no comportamento do consumidor.
Essa integração híbrida busca reduzir fricções logísticas e ampliar a conveniência, apoiada por dados de consumo, experiência do cliente no varejo virtual e eficiência operacional.
Histórico recente do varejo físico da empresa
A expansão ocorre após anos de ajustes, afinal, um grande foco da Amazon é a expansão global para o varejo físico. A empresa, inclusive, fechou dezenas de lojas físicas recentemente, incluindo parte das unidades experimentais. Apesar disso, ainda existem 14 lojas Amazon Go (que atuam sob modelo de loja de conveniência) em funcionamento nos Estados Unidos. O número, porém, é inferior ao registrado em 2023, que passava de 30 unidades espalhadas pelo país
Já a rede Amazon Fresh enfrentou dificuldades iniciais, mas passou por reformulações e reposicionamento. O conceito Fresh atua como uma alternativa mais acessível, como um mercadinho, vendendo alimentos, frutas frescas e itens essenciais. Por outro lado, a Whole Foods Market, rede adquirida pela empresa em 2017, é voltada a um público de maior renda e também atua em várias regiões dos Estados Unidos.
Megaloja da Amazon sob a ótica do mercado
Segundo analistas, a megaloja da Amazon dialoga melhor com a natureza do negócio principal da companhia. Além disso, o e-commerce da empresa já opera como um varejista de massa, o que torna o formato de grandes lojas mais coerente do que tentativas anteriores.
A avaliação, portanto, é que a empresa deve usar informações do Amazon Prime, assinantes locais, hábitos regionais, curadoria de produtos e inteligência comercial para definir o mix de cada unidade. Nesse contexto, a megaloja surge como um laboratório de escala para testar a integração entre o comércio digital e o físico.





